— Pai? O que você faz aqui? - perguntei sem entender.
— Isabelle, como chegou aqui? - falou.
Corri para um abraço, ele podia acabar com tudo isso, mas ele não retornou o abraço, me empurrou.
— Pai? - chamei novamente.
— Meu nome é John Dee, não sou seu pai. - disse.
— Por que está dizendo isso? - falei.
— Saiam todos, quero falar com esta mulher a sós. - falou.
Os que estavam na sala do trono começaram a sair, Eric permaneceu.
— Eric, todos incluem você, saia. - falou.
Eric me olhou, e eu fiz sinal que sim, e ele saiu me deixando sozinha com ele.
— Você acordou, e está lindíssima pequena. - falou.
— Porque disse que não me conhecia? - perguntei.
— As coisas aqui são diferentes, aqui não sou mais seu pai. - falou.
— Porque mandou me trazerem pra cá? - perguntei.
— Preciso de você do meu lado, quero retomar o que tiraram de mim. - falou.
— Como assim? - perguntei.
— Pangeia era para ser meu reino, mais foi dado a outra pessoa. - falou.
— Não entendo. - falei.
— Me casei com sua mãe para treinar com ela, mas eles descobriram que já tinha uma família, então convenci a sua mãe de fugir comigo, no caminho eles nos cercaram, então a matei para fugir, mas protegendo você. - falou.
Eu fiquei tonta, e perdi meu equilíbrio, caindo no chão de joelhos.
— Você matou a minha mãe, porque fez isso, ela te amava. - falei.
— Eu nunca a amei, ela sempre foi muito boa, mas aí você nasceu. - falou.
— Você é um monstro, como pode, fazer isso, como pode me trazer pra cá, e me entregar a seu herdeiro bastardo. - falei me levantando me concentrando no ódio que sentia.
— Você não me ofende pequena, Liam é um pouco exagerado, mas será um ótimo dirigente. - falou.
— Ele não será rei? - perguntei.
— Não, quero meu neto como rei, por isso mantive você aqui, mesmo você não contando os segredos. - falou.
— Eu nunca vou deixar Enzo com um monstro como você, você matou minha mãe, e pior, você deixou seu filhinho, me machucar, tirar meus poderes, me marcar, ele quase matou seu neto, ele me estupra quase todos os dias. - falou.
— Isso não é verdade, ele não faria isso, dei ordens para ele ficar longe de vocês. - falou.
— Você não sabe de nada, mas eu também não quero ficar perto de você, eu não te conheço rei John. - falei virando as costas.
— Eu vou resolver isso depois, mas agora, me diga, você acha que não parece comigo? - falei.
— Eu nunca serei como você. - afirmei.
— Rsrsrs, você está enganada, quando nasceu, você era um monstro, achei melhor retirar se lado vampiro, e esconder sua bruxaria, você matou a parteira assim que nasceu, com alguns dias de vida você matou seu irmão mais velho. - falou.
— Você está mentindo, eu não tive irmãos. - disse chorando.
— Eu não minto. - falou indo até uma gaveta e retirando uma caixa, me entregou.
— Este aqui com você no colo, era seu irmão, chamava se Caio, um dia ele estava com você nos braços, nós tínhamos saído, ele te largou por um segundo e você não gostou, então você queimou ele, corri tentando apagar, mais você me impediu, sei que depois do como alguns poderes retornaram, então veja. - disse e veio até mim, puxou minha mão, e encostou no seu rosto.
Eu queria não ter visto, era como se eu estivesse de pé ao lado vendo tudo, Caio me colocou na cama, e foi até uma mesinha, e eu pensei queime, e ele pegou fogo, ele gritava me pedindo pra parar, mais não parei, Vi tor entrou e tentou ajudar, mais eu o Cerqueira com fogo, e depois de tudo eu sorri.
— Está vendo você ainda é pior que eu, é por isso que eu te amo tanto. - falou.
— Fica longe do Enzo. - disse e saiu correndo carregando a caixa.
Passei como uma louca por todos, fui pra casa, sabia que Enzo não estava, ia dormir fora.
Caí ao chão e abri a caixa, e lá estava, muitas fotos.
Caio estava sempre comigo, muitas fotos, do John, da Jadis e nós, estávamos sorrindo.
Caio só tinha 5 anos, quando eu o matei, depois disso só vi fotos, de nós 3, não havia sorriso, só o meu, não tinha mais caio nas fotos.
Na caixa, ainda tinha algumas coisas que eu não lembrava, um chocalho, chupeta, um lencinho e um colar.
Peguei o colar, abri e nele estava a nossa foto, escrito: para a minha irmã, sempre andar comigo.
Eu não aguentei comecei a chorar compulsivamente, uma dor tomou meu coração, e me tirou do ar, apaguei.
Não sei se estava sonhando, ou se tinha voltado, mas eu estava lembrando de tudo, lembrei do trauma que causei, ele gritava.
" — Belinha por favor não faz isso, eu já vou te pegar, vai pegar comida pra você. "
E aquele bebe só sorria, por fim, ele disse.
" — Eu te perdoou, não se preocupe minha irmã, você não fez por mau."
Ai o fogo apagou, John correu até o corpo de caio, mas já era tarde, ele se virou pra mim, dizendo que eu era um monstro, aí tudo se perdeu.
Abri meus olhos, e Enzo estava de um lado, e Eric do outro.
— Oi mãe, sentimos sua falta. - disse meu lindo chorando.
— Me desculpa, não vou fazer mais. - falei sem entender.
— Filho eu quero falar com a mamãe a sós, já já te chamo. - falou.
— O que foi? Porque ele disse isso? - perguntei.
— Você passou 3 dias desacordada, só não entrei em desespero, por causa do Enzo. - disse.
— Eu matei meu irmão Eric, eu sou um monstro. - falei e o abracei.
— Como assim? - perguntou.
Expliquei tudo a ele, e ele me deu total apoio, disse que não tinha feito por m*l, e que tinha começado um plano para me tirar de lá.
Depois dessa descoberta eu fiquei mais fechada, tinha medo de fazer m*l a alguém, Eric encontrou um mago que começou a devolver meus poderes, Eric me conquistava a cada dia, mas eu não merecia ele.
Um dia cheguei em casa, e Eric tinha preparado um jantar de aniversário de casamento, fazia 2 anos que estávamos ali. Jantamos e conversamos muito, até que ele me beijou.
— Não faz isso. - disse e levantei.
— Por quanto tempo mais você vai ficar se culpando, eu te amo, aproveita isso. - disse.
— Eu não sirvo pra você Eric, por mais que meu ódio tenha crescido por eles, eu não posso mentir, não os esqueci, eles sempre farão parte da minha vida, e quando eu voltar, vou usar o que for preciso para me vingar. - disse.
— Eu sei, e te prometo que vou entender, mais ainda quero você na minha vida, faz 2 anos, que eu quero você na minha cama, e eu sei que você também quer. - falou
— Eu quero. - sussurrei.
Eric me pegou pela cintura e subiu comigo para o seu quarto, que já estava pronto.
— Você sabia que eu vinha s****o. - disse.
— Não, mas se você não vinhesse eu dormiria perfumado. - falou. — Eu estou tentando, mais não sei ser romântico.
— Ótimo, quero o original, e não o genérico. - falei.
Eric me jogou na cama rasgando o meu vestido, me deixando apenas de calcinha.
— Esperei muito por isso. - disse me olhando.
— Então não fica só olhando e vem. - falei.
Ele me beijava, como um louco, tinha fogo, desejo e amor.
Suas mãos desciam e subiam pelo meu corpo.
Ele me faz esquecer tudo de r**m que possa estar acontecendo, Eric é como um escudo para mim.
Passava as mãos pelo seu corpo quando cheguei nas costas, tinha marcas longas, pensei que isso era culpa minha, aí parei.
— O que foi, sei que é f**o, mas não me dispensa. - disse em agonia.
— Eu nunca dispensaria você, mas eu não consigo esquecer que essas marcas são culpa minha. - disse.
— Não é culpa sua, eu fiz uma escolha, e faria de novo, para proteger a minha família, eu te amo, só você que não aceitou. - disse.
Essas foram as palavras que eu precisava ouvir, abri minha guarda e meu coração.
— Continua. - disse.
Eric me penetrou sem nenhuma cerimônia, eu gemi baixo.
— Estamos sozinhos, quero ouvir você gemer auto. - disse.
— Então me faça gemer auto. - sussurrei.
Eric me pegou de uma vez me colocando de quatro, eu gritei.
— É assim que eu quero. - disse.
Eu não consegui falar mais nada, só sentia e gemia alto, Eric começou a estimular meu c******s, ai eu fui a loucura.
— Eu vou gozar. - disse com uma voz rouca.
Ele começou a gemer, e foi o meu ápice, eu gozei ouvindo ele gemer.
Ele caiu por cima de mim, ficou de lado e me puxou.
— Desculpa se foi rápido, ou se não foi tão bom, estou enferrujado.
— Foi ótimo, e se assim você está enferrujado, imagina quando a ferrugem sair, agora eu já vou. - disse me levantando.
— Não precisa ir, quero que durma comigo. - disse.
— Então eu vou pegar minhas coisas, e já volto. - disse.
Eu dei uma chance pra ele, e valeu a pena, Eric se tornou meu amigo, confidente e meu amante.
O momento mais feliz de nossas vidas foi quando Megan nasceu, ele é loirinha e é muito parecida com o pai, mesmo estando naquele mundo fomos felizes, lembro da última frase que disse quando saímos de lá.
Eu olhei para Eric e disse: EU TE AMO.
Ele me olhou e veio até mim, me abraçou e me beijou.
— Eu também te amo, sabia que me diria isso logo, só demorou 4 anos, agora vamos atrás da nossa felicidade. - falou e saímos rumo ao meu mundo.