Lembranças Isabelle parte final

1713 Words
— Pai? O que você faz aqui? - perguntei sem entender. — Isabelle, como chegou aqui? - falou. Corri para um abraço, ele podia acabar com tudo isso, mas ele não retornou o abraço, me empurrou. — Pai? - chamei novamente. — Meu nome é John Dee, não sou seu pai. - disse. — Por que está dizendo isso? - falei. — Saiam todos, quero falar com esta mulher a sós. - falou. Os que estavam na sala do trono começaram a sair, Eric permaneceu. — Eric, todos incluem você, saia. - falou. Eric me olhou, e eu fiz sinal que sim, e ele saiu me deixando sozinha com ele. — Você acordou, e está lindíssima pequena. - falou. — Porque disse que não me conhecia? - perguntei. — As coisas aqui são diferentes, aqui não sou mais seu pai. - falou. — Porque mandou me trazerem pra cá? - perguntei. — Preciso de você do meu lado, quero retomar o que tiraram de mim. - falou. — Como assim? - perguntei. — Pangeia era para ser meu reino, mais foi dado a outra pessoa. - falou. — Não entendo. - falei. — Me casei com sua mãe para treinar com ela, mas eles descobriram que já tinha uma família, então convenci a sua mãe de fugir comigo, no caminho eles nos cercaram, então a matei para fugir, mas protegendo você. - falou. Eu fiquei tonta, e perdi meu equilíbrio, caindo no chão de joelhos. — Você matou a minha mãe, porque fez isso, ela te amava. - falei. — Eu nunca a amei, ela sempre foi muito boa, mas aí você nasceu. - falou. — Você é um monstro, como pode, fazer isso, como pode me trazer pra cá, e me entregar a seu herdeiro bastardo. - falei me levantando me concentrando no ódio que sentia. — Você não me ofende pequena, Liam é um pouco exagerado, mas será um ótimo dirigente. - falou. — Ele não será rei? - perguntei. — Não, quero meu neto como rei, por isso mantive você aqui, mesmo você não contando os segredos. - falou. — Eu nunca vou deixar Enzo com um monstro como você, você matou minha mãe, e pior, você deixou seu filhinho, me machucar, tirar meus poderes, me marcar, ele quase matou seu neto, ele me estupra quase todos os dias. - falou. — Isso não é verdade, ele não faria isso, dei ordens para ele ficar longe de vocês. - falou. — Você não sabe de nada, mas eu também não quero ficar perto de você, eu não te conheço rei John. - falei virando as costas. — Eu vou resolver isso depois, mas agora, me diga, você acha que não parece comigo? - falei. — Eu nunca serei como você. - afirmei. — Rsrsrs, você está enganada, quando nasceu, você era um monstro, achei melhor retirar se lado vampiro, e esconder sua bruxaria, você matou a parteira assim que nasceu, com alguns dias de vida você matou seu irmão mais velho. - falou. — Você está mentindo, eu não tive irmãos. - disse chorando. — Eu não minto. - falou indo até uma gaveta e retirando uma caixa, me entregou. — Este aqui com você no colo, era seu irmão, chamava se Caio, um dia ele estava com você nos braços, nós tínhamos saído, ele te largou por um segundo e você não gostou, então você queimou ele, corri tentando apagar, mais você me impediu, sei que depois do como alguns poderes retornaram, então veja. - disse e veio até mim, puxou minha mão, e encostou no seu rosto. Eu queria não ter visto, era como se eu estivesse de pé ao lado vendo tudo, Caio me colocou na cama, e foi até uma mesinha, e eu pensei queime, e ele pegou fogo, ele gritava me pedindo pra parar, mais não parei, Vi tor entrou e tentou ajudar, mais eu o Cerqueira com fogo, e depois de tudo eu sorri. — Está vendo você ainda é pior que eu, é por isso que eu te amo tanto. - falou. — Fica longe do Enzo. - disse e saiu correndo carregando a caixa. Passei como uma louca por todos, fui pra casa, sabia que Enzo não estava, ia dormir fora. Caí ao chão e abri a caixa, e lá estava, muitas fotos. Caio estava sempre comigo, muitas fotos, do John, da Jadis e nós, estávamos sorrindo. Caio só tinha 5 anos, quando eu o matei, depois disso só vi fotos, de nós 3, não havia sorriso, só o meu, não tinha mais caio nas fotos. Na caixa, ainda tinha algumas coisas que eu não lembrava, um chocalho, chupeta, um lencinho e um colar. Peguei o colar, abri e nele estava a nossa foto, escrito: para a minha irmã, sempre andar comigo. Eu não aguentei comecei a chorar compulsivamente, uma dor tomou meu coração, e me tirou do ar, apaguei. Não sei se estava sonhando, ou se tinha voltado, mas eu estava lembrando de tudo, lembrei do trauma que causei, ele gritava. " — Belinha por favor não faz isso, eu já vou te pegar, vai pegar comida pra você. " E aquele bebe só sorria, por fim, ele disse. " — Eu te perdoou, não se preocupe minha irmã, você não fez por mau." Ai o fogo apagou, John correu até o corpo de caio, mas já era tarde, ele se virou pra mim, dizendo que eu era um monstro, aí tudo se perdeu. Abri meus olhos, e Enzo estava de um lado, e Eric do outro. — Oi mãe, sentimos sua falta. - disse meu lindo chorando. — Me desculpa, não vou fazer mais. - falei sem entender. — Filho eu quero falar com a mamãe a sós, já já te chamo. - falou. — O que foi? Porque ele disse isso? - perguntei. — Você passou 3 dias desacordada, só não entrei em desespero, por causa do Enzo. - disse. — Eu matei meu irmão Eric, eu sou um monstro. - falei e o abracei. — Como assim? - perguntou. Expliquei tudo a ele, e ele me deu total apoio, disse que não tinha feito por m*l, e que tinha começado um plano para me tirar de lá. Depois dessa descoberta eu fiquei mais fechada, tinha medo de fazer m*l a alguém, Eric encontrou um mago que começou a devolver meus poderes, Eric me conquistava a cada dia, mas eu não merecia ele. Um dia cheguei em casa, e Eric tinha preparado um jantar de aniversário de casamento, fazia 2 anos que estávamos ali. Jantamos e conversamos muito, até que ele me beijou. — Não faz isso. - disse e levantei. — Por quanto tempo mais você vai ficar se culpando, eu te amo, aproveita isso. - disse. — Eu não sirvo pra você Eric, por mais que meu ódio tenha crescido por eles, eu não posso mentir, não os esqueci, eles sempre farão parte da minha vida, e quando eu voltar, vou usar o que for preciso para me vingar. - disse. — Eu sei, e te prometo que vou entender, mais ainda quero você na minha vida, faz 2 anos, que eu quero você na minha cama, e eu sei que você também quer. - falou — Eu quero. - sussurrei. Eric me pegou pela cintura e subiu comigo para o seu quarto, que já estava pronto. — Você sabia que eu vinha s****o. - disse. — Não, mas se você não vinhesse eu dormiria perfumado. - falou. — Eu estou tentando, mais não sei ser romântico. — Ótimo, quero o original, e não o genérico. - falei. Eric me jogou na cama rasgando o meu vestido, me deixando apenas de calcinha. — Esperei muito por isso. - disse me olhando. — Então não fica só olhando e vem. - falei. Ele me beijava, como um louco, tinha fogo, desejo e amor. Suas mãos desciam e subiam pelo meu corpo. Ele me faz esquecer tudo de r**m que possa estar acontecendo, Eric é como um escudo para mim. Passava as mãos pelo seu corpo quando cheguei nas costas, tinha marcas longas, pensei que isso era culpa minha, aí parei. — O que foi, sei que é f**o, mas não me dispensa. - disse em agonia. — Eu nunca dispensaria você, mas eu não consigo esquecer que essas marcas são culpa minha. - disse. — Não é culpa sua, eu fiz uma escolha, e faria de novo, para proteger a minha família, eu te amo, só você que não aceitou. - disse. Essas foram as palavras que eu precisava ouvir, abri minha guarda e meu coração. — Continua. - disse. Eric me penetrou sem nenhuma cerimônia, eu gemi baixo. — Estamos sozinhos, quero ouvir você gemer auto. - disse. — Então me faça gemer auto. - sussurrei. Eric me pegou de uma vez me colocando de quatro, eu gritei. — É assim que eu quero. - disse. Eu não consegui falar mais nada, só sentia e gemia alto, Eric começou a estimular meu c******s, ai eu fui a loucura. — Eu vou gozar. - disse com uma voz rouca. Ele começou a gemer, e foi o meu ápice, eu gozei ouvindo ele gemer. Ele caiu por cima de mim, ficou de lado e me puxou. — Desculpa se foi rápido, ou se não foi tão bom, estou enferrujado. — Foi ótimo, e se assim você está enferrujado, imagina quando a ferrugem sair, agora eu já vou. - disse me levantando. — Não precisa ir, quero que durma comigo. - disse. — Então eu vou pegar minhas coisas, e já volto. - disse. Eu dei uma chance pra ele, e valeu a pena, Eric se tornou meu amigo, confidente e meu amante. O momento mais feliz de nossas vidas foi quando Megan nasceu, ele é loirinha e é muito parecida com o pai, mesmo estando naquele mundo fomos felizes, lembro da última frase que disse quando saímos de lá. Eu olhei para Eric e disse: EU TE AMO. Ele me olhou e veio até mim, me abraçou e me beijou. — Eu também te amo, sabia que me diria isso logo, só demorou 4 anos, agora vamos atrás da nossa felicidade. - falou e saímos rumo ao meu mundo.
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