Luiza A manhã estava sombria, como se o céu soubesse do caos que estava prestes a acontecer. Kalil e eu estávamos sentados na pequena mesa da cozinha, o silêncio entre nós era pesado, cheio de perguntas não respondidas. A carta da minha mãe ainda estava ali, entre nós, como um fantasma do passado. — E agora? — perguntei, olhando para Kalil enquanto ele tamborilava os dedos na mesa, claramente perdido em seus pensamentos. Ele suspirou, passando a mão pelos cabelos ruivos, que estavam mais desordenados do que de costume. Seus olhos estavam sérios, cheios de preocupação. — Agora... temos que descobrir o que exatamente Vicente sabe — disse ele finalmente, sua voz firme, mas contida. — Ele está sob custódia dos meus homens. Vamos interrogá-lo. — E o seu pai? O que ele quer de mim, Kalil? —

