Luiza As ruas do México sempre me trouxeram um misto de nostalgia e desconforto. Cresci em um lugar muito diferente daqui: o convento onde fui criada. Longe de barulhos de carros e vendedores ambulantes, meu mundo era preenchido pelo som de sinos e orações. O convento era meu lar, e embora nunca tenha conhecido meus pais, as irmãs me deram tudo que podiam. Mas, mesmo com o amor delas, eu sempre me senti deslocada. Agora, ao lado de Kalil, sentada em um táxi que serpenteava por essas ruas caóticas e vibrantes, eu me sentia ainda mais perdida. Aquele calor, as buzinas, as vozes... tudo parecia abafado, como se o mundo lá fora estivesse a mil por hora, enquanto minha mente estava presa nas lembranças e nos medos do presente. — Como você descobriu que o pai de Helena está atrás de mim? — Pe

