No quarto escuro e opressivo de Heron, Selene permanecia trancafiada na forma de sua loba, Celeste. O tempo parecia distorcer-se naquele lugar sombrio, onde cada minuto arrastava-se como uma eternidade. Selene sentia como se tivesse sido aprisionada ali por séculos, mesmo sabendo que apenas algumas horas haviam se passado desde que fora capturada. Com um suspiro pesado, Selene olhou para a lua que brilhava tenuemente através da janela gradeada. Parecia tão distante, seu brilho m*l alcançando o interior sombrio do quarto. Era como se a luz da lua, símbolo de sua própria natureza, fosse incapaz de penetrar as barreiras sombrias que a prendiam ali. As amarras das trevas envolviam Selene e Celeste, uma prisão implacável que parecia desafiar até mesmo o poder de sua forma lupina. Elas haviam

