Os dias seguintes ao retorno de Barcelona foram um verdadeiro inferno para Victor Kane. Ele acordava todas as manhãs com o peito apertado, pegava o celular antes mesmo de sair da cama e via as mesmas notificações: nenhuma resposta de Luna. As mensagens que enviava: “Bom dia”, “Estou pensando em você”, “Quando podemos nos ver?”, “Saudade” ficavam marcadas como entregues, mas nunca lidas. O silêncio dela era como uma faca girando lentamente em sua ferida. Na Kane Electronics, Victor tentava se concentrar. Participava de reuniões importantes, assinava contratos milionários, tomava decisões estratégicas. Mas sua mente traía o tempo todo. Imaginava Luna no Velvet Shadow, subindo no pole dance, rebolando quase nua para dezenas de homens babando por ela. Via outros olhares percorrendo o c

