Ela dançava com tudo o que tinha: com técnica, com paixão, com sensualidade, com a alma. Os movimentos eram rápidos e lentos ao mesmo tempo, ora ágeis, ora preguiçosos, cada gesto desenhado para chamar atenção, para seduzir, para mostrar toda a beleza do corpo que ela tinha e que ela dominava como ninguém. Subiu no varão, envolvendo-o com as pernas, pendurou-se só com as mãos, girou no ar, desceu devagar, escorregando o corpo todo ao longo do metal, até quase tocar o chão, e depois subiu novamente, com uma facilidade impressionante. Não havia vergonha, não havia medo, não havia nada além de música e movimento. Ela não viu o tempo passar, não ouviu nenhum barulho vindo da rua, não percebeu quando a porta principal do estúdio se abriu devagar, sem fazer som algum. Victor tinha saído da e

