o luto de um pai

850 Words

O vento frio do norte varria o refúgio naquela noite. O inverno parecia não querer ir embora, e cada rajada trazia lembranças do Alasca para Eros. O alfa caminhava sozinho pelos corredores de pedra, as mãos trêmulas fechadas em punhos, o peito pesado como se carregasse um bloco de gelo. O refúgio estava cheio de vida — híbridos treinando, crianças correndo, guerreiros afiando lâminas — mas dentro dele só havia silêncio. Ele havia perdido muito. Primeiro sua companheira, arrancada dele em uma emboscada das sombras. Depois seu filho caçula, levado pelo fogo da guerra. E agora, ao chegar ao refúgio, não encontrava sua filha. Ana. Sua Branca. A loba branca era sua esperança, seu alívio, o pedaço mais puro que restava da família. Todos a conheciam como Branca, por causa do pelo que herdara

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