A madrugada avançava, e o silêncio da casa parecia amplificar a ansiedade de Bruna. Deitada na cama, ela olhava para o teto escuro, sentindo a ausência de Marcos ao seu lado como um peso opressor. As horas passavam lentamente, e cada minuto sem ele apenas aumentava o medo e a insegurança que a consumiam. Medo de que ele desistisse dela, de que a abandonasse; insegurança de que ele tivesse ido para a casa da amante, para os braços de outra mulher. Finalmente, incapaz de suportar mais, Bruna se levantou. A casa estava mergulhada na escuridão, as sombras se estendendo pelos corredores como fantasmas silenciosos. Ela desceu as escadas com passos leves, tentando não fazer barulho, embora soubesse que estava sozinha naquele momento de vigília inquieta. Ao se aproximar do escritório de Marcos,

