ALINE
Um novo dia nasce, levanto-me olho para a minha cama, percebendo que está vazia,
Lembro-me do dia anterior da coletiva, da Estela, do Escritório e de quando chegamos
em casa, penso se todos tinham razão sobre o meu casamento.
Não, não eu acabei de me casar, não vou desistir agora, irei ser uma ótima esposa, e vou provar a
todos que ele também irá amar-me.
Vou à casa de banho fazer o meu asseio matinal, retiro a minha roupa entro na banheira e olhando-lhe penso
eu vou conseguir, ele vai amar-me pelo que sou, não pelo que tenho.
Saio da casa de banho visto a minha roupa e desço indo até a cozinha encontro com Alfred nosso mordomo
pelo caminho e pergunto, se o Jhonata já havia chegado em casa ele diz
- Sim senhora, o Sr. Renato o trouxe pela madrugada
- obrigada Alfred
- Por nada Senhora
Chegando na cozinha falo com a Lídia nossa cozinheira
- Lídia , bom dia
- Bom dia senhora
- Lídia você poderia por favor fazer um café da manhã bem reforçado, daqueles bem
deliciosos que só você faz, com um café preto forte para que eu possa levar para o Jhoonata
- Claro senhora, já me adiantei e estou a terminar aqui, irei por em uma bandeja e levarei
- Não se preocupe Lídia, eu levo apenas arrume para mim a bandeja, irei buscar um analgésico
algo me diz que ele vai precisar esta manhã
- Ta certo senhora
Saio para ir buscar o analgésico , e volto rapidamente pego a bandeja com a Lidia e subo para o quarto do Jhonata
Bato na porta e ninguém responde, então decido ver se a maçaneta está aberta, dou sorte vou a entrar devagarinho
para não acordá-lo no susto, coloco a bandeja ao lado da sua cama no criado mudo, juntamente com o analgésico
o observo dormindo, e ele é tão lindo, nessa hora o meu coração palpita, ele mexe-se um pouco, mas não acorda,
sento-me junto a ele, toco o seu rosto o chamando para acordar, vejo-o sorrir, e sorriu junto por essa reação dele
apesar que ele ainda não sabe que sou eu, mas fico feliz.
Balanço o braço dele um pouco o chamando para acordar
- Jhonata , Jhonata acorde, já é dia venha tomar café
- Hum sai daqui e deixa-me dormir mãe
Ele acha que sou a mãe dele - penso
O chamo novamente até que ele abre os olhos reclamando e quando ve
que sou eu, fecha a cara com raiva e ódio nos olhos e grita
- O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI
- eu eu....
Antes deu terminar de falar ele me corta e diz
- EU NADA, O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO NO MEU QUARTO EU JA NÃO DISSE
DESDE A PRIMEIRA VEZ QUE VOCÊ ESTÁ PROIBIDA DE ENTRAR NO MEU QUARTO, QUE VOCÊ
NÃO É BEM VINDA AQUI, E QUE EU NÃO SUPORTO FICAR AO SEU LADO, SAAAIAAAA
- Eu só vim trazer o seu café da manhã e uma aspirina
- EU NÃO PRECISO DE NADA QUE VENHA DE VOCÊ, MUITO MENOS DO SEU CAFÉ DA MANHÃ E ESSA
ASPIRINA RIDICULA ,
Ele fala isso pegando a bandeja e derrubando no chão, enquanto aponta para a porta gritando
- SSAAIIAAAA AGORA DAQUI, E NÃO VOLTE MAIS
Eu o olho sinto que lágrimas se juntam em meus olhos, mas não irei chorar não darei esse gostinho a ele
Viro-me com tristeza e a cabeça um pouco baixa e saio
Ele fica lá olhando-me até ter certeza que eu sai
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Jhonata
Vejo a porta se fechar com raiva penso - essa garota é insuportável, o meu avô queria mesmo punir-me ao casar-me
com essa baleia, tesoirando fundo balança cabeça, em sinal de desaprovação e sei não viu; Até que ele olha para o
seu quarto a bagunça que ele fez, ao derrubar a bandeia cheia de comida no chão, cacos de porcelana e vidros
dos pratos, copo e xícara.
Olhando mais a fundo de como ficou o quarto ele observa o analgésico caído ali, e resolve pegar, a sua cabeça doía,
na hora que acordou a adrenalina misturada com raiva foi tão grande, que ele nem percebeu que estava com dor.
E de repente bate um sentimento de culpa pela forma que ele tratou a Aline , ela só veio ajudar-me e eu tratei-a
pior que um cão vira lata que quer furtar a sua comida
Pego o analgésico, tomo vou à casa de banho e desço
- Alfred você viu a Aline ?
- Não senhor
- Obrigado Alfred bom dia
- Bom dia Sr.
- Vou à cozinha talvez ela tenha ido lá
- Bom dia Lídia
- Bom dia senhor
- você viu a Aline ?
- Não senhor, só a vi quando ela me pediu para preparar o seu café da manhã, ela queria bem reforçado pôs achava que o
Sr. iria precisar.
Escuto as palavras de Lídia e percebo que realmente fui c***l com ela
- Está bem Lídia obrigado
- Por nada senhor
Mas onde será que ela está, seu quarto. Vou ao quarto dela e bato na porta, não tenho resposta, bato novamente
e continuo sem resposta, tento abrir, mas percebo que a porta está fechada.
AFF QUE d***a
Quando estou prestes a sair, vejo a porta se abrir a olho e percebi que ela deve ter acabado de sair do banho, pôs os seus cabelos
ainda estavam molhados, ela me olha sem entender o que estou a fazer ali, eu a olho e pergunto se posso entrar
Ela olha-me desconfiada, mas permite que eu entre, mas não fala nada apenas me observa, fechando a porta ela aponta para
a cadeira próxima a ela, mas digo que não precisa, serei breve, ela olha-me e acena com a cabeça
- Pode falar estou a ouvir
A maneira que ela falou comigo e me enredou o estômago dando um pouco de raiva, mas tudo bem eu respiro fundo
e faço o que fui fazer ali
- Bem eu ,
- Você? Estou a ouvir pode falar
- Me desculpe
- Como ?
- me desculpe
- Eu acho que eu não entendi direito, você está me pedindo desculpas, mas pelo que exatamente
falo ironicamente, para ele ver que nõ acredito nas palavras dele
- Me desculpa-ta, eu não deveria ter-te tratado daquela forma, você só foi ajudar-me e eu fui...
- Você foi ?
- um b****a com você
Eu balanço a cabeça para cima e para baixo ouvindo o que ele diz, sem acreditar muito com aquela cara de, é quem
diria que eu iria ouvir isso - penso
- Então deixe-me compreender, você veio ao meu quarto para me pedir desculpas pela forma i****a, estúpida e b****a que me tratou
Hoje pela manhã quando fui apenas lhe ajudar cuidando de você. E ISSO ?
Ele olha-me e mexe a cabeça confirmando
- Esta certo eu desculpo você, mas não agora
— O que, como assim vai, mas não agora, eu vim aqui humilhar-me para você e você diz que vai, mas não agora, então não
vai, ou se faz na hora ou não faz
Ele fala com raiva, ja saindo do quarto Aline diz
- Você que sabe, eu já disse o meu posicionamento, á e não esqueça do jantar desta noite de 1 semana de casados
Ele me olha, se aquele olhar matasse senti que estaria morta naquele instante, ele olha-me e sai do quarto batendo a porta.
O observo e respiro fundo assim que a porta se fecha.