O Prazo do Inferno

679 Words

Os três se sentam à minha frente sem pedir permissão. Enfurecidos. Como se o erro fosse meu. E, ainda assim… eu também estou furioso. Porque eu avisei. Eu disse que Helena era inteligente demais pra ser conduzida como uma peça. Mas eles não escutam. Nunca escutam. — O que fazem aqui? Pergunto, com a voz firme, sem levantar da minha cadeira. O mais alto, o que sempre fala como se fosse dono do mundo, apoia as duas mãos na minha mesa. — Você está perdendo o controle, Eduardo. Eu rio, curto, sem humor. — Controle? Ela não é uma empresa. Não é um contrato. Ela é uma pessoa. O segundo, o mais silencioso, me encara com um olhar frio… antigo demais pra um rosto tão jovem. — Você está ficando emocional. — Eu estou ficando consciente ! Respondo. — E isso é diferente. O terceiro

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