Depois do encontro, eu não penso. Eu só vou. Volto direto para o apartamento, sem passar no trabalho, sem responder Clara, sem olhar mensagens, sem dar satisfação pra ninguém. Laura é a única que vai acreditar. E a única que vai entender. Quando abro a porta, encontro exatamente o que eu esperava… e ao mesmo tempo o que eu mais temia. Laura está ali. No meu sofá. No seu espaço. No seu refúgio. Escondida. Ela está com as pernas cruzadas, segurando uma taça de vinho como se estivesse tentando fingir normalidade. Mas não existe mais normalidade. Ela me olha surpresa. — Helena…? Você… você voltou . Eu tranco a porta. Uma vez. Duas. E o som do clique ecoa pelo apartamento como se eu estivesse selando um pacto. — Eu preciso te contar uma coisa. Laura não faz perguntas. Não

