Eduardo aparece na minha sala no final do dia. Como se tivesse saído de uma propaganda. Ele está impecável. Camisa branca perfeitamente passada, com os dois primeiros botões abertos, deixando o perfume dele chegar antes mesmo da voz. O blazer escuro cai no corpo dele como se tivesse sido feito sob medida. O relógio caro brilha discretamente no pulso, e o cabelo está arrumado do jeito que ele sabe que eu gosto. Ele fecha a porta atrás de si, devagar. — Jantar? Eu ergo os olhos do notebook. E imediatamente lembro da noite passada. Do quarto... Da forma como ele me olhou. Da forma como eu o quis. E da forma como… mesmo depois de tudo, eu não me senti preenchida. Eu respiro fundo. — Eu preciso resolver um assunto pessoal. Na mesma hora, o sorriso dele some. É quase engraçado. E

