Ver o meu irmão vulnerável me machuca de um jeito que não sei explicar. Tudo o que ele sente, eu sinto. Sempre foi assim. Mas, desta vez, é diferente. O peso não se distribui de forma justa. Cai mais sobre ele. Muito mais. O fio responde ao coração dele com uma intensidade que nunca vimos antes. Nós nunca amamos de verdade. Gostamos, desejamos, nos envolvemos. Sentimos atração, curiosidade, prazer. Tudo controlável. Tudo dentro do que sabíamos administrar. Amor, não. Amor é outra coisa. Amor desorganiza. Amor cria fissuras onde antes havia disciplina. E isso… isso é novo. Para nós dois, mas principalmente para ele. Observo Gabriel tentando se recompor no banco do passageiro, o corpo ainda tenso, a respiração irregular. Ele odeia parecer fraco. Sempre odiou. Não por orgulho vazio, ma

