Desde ontem eu ligo para Helena. Mando mensagem. Áudio. Nada. E não é aquele “nada” comum de quem está ocupada. É um nada… absoluto. Como se ela tivesse desaparecido do mapa. Quando chego na empresa, Clara vem até mim antes mesmo de eu conseguir tirar o paletó. O rosto dela está tenso, profissional demais para o que eu conheço. — Senhor Eduardo… a Helena ainda não chegou. Meu peito aperta. — Ela não avisou nada? Clara balança a cabeça. — Não. E… ela não responde . Eu entro na minha sala e fecho a porta com força demais. O silêncio me engole. Começo a andar de um lado para o outro, como um animal preso. Olho o celular de novo. As mensagens continuam ali. Visualização nenhuma. Chamada perdida nenhuma. Nada. É como se o número dela tivesse virado… uma parede. Minha ment

