Aconteceu à noite. Como tudo que realmente importa entre nós. A lua estava alta quando fui convocado pela Anciã. O salão principal estava iluminado apenas pelas tochas e pelo brilho prateado que atravessava os vitrais antigos. O conselho já aguardava. Hoje era para ser o dia da decisão. O destino de Helena seria definido ali. Eles acreditavam que a fariam se curvar. Que imporiam limites. Que colocariam coleiras invisíveis em algo que não compreendiam. Mas a noite tomou outro rumo. Eu estava no pátio, em um ponto estratégico, onde ninguém me via , quando senti a mudança no ar. Não foi um som primeiro. Foi pressão. A barreira ancestral vibrou. Os portões se abriram. Sozinhos. Sem comando da Anciã. Sem ritual. Sem autorização. Helena atravessou como se o território a reconhe

