Estou no meu escritório quando o fio treme. Não é sutil. Não é suave. É um impacto direto contra minha consciência, como se alguém tivesse puxado uma corda invisível presa ao meu peito. Abro os olhos imediatamente. Ela. Helena. Fecho outra vez, buscando a conexão. O fio vibra intensamente. Medo. Fúria. Decepção. As emoções chegam misturadas, cruas, indomáveis… como uma tempestade tentando encontrar forma. Respiro fundo. — Finalmente… Murmuro para mim mesmo. Eles pegaram Eduardo. Eu não precisei ver. Eu senti. As imagens chegam fragmentadas através do vínculo: chuva, tensão, sangue espalhado no chão, o cheiro metálico que atravessa até mesmo planos que não deveriam se tocar. E então… A decisão. O momento exato em que ela escolhe. Quando Helena não hesita. Quando não

