O frio da floresta não me incomoda. Nunca incomodou. O cheiro do sangue ainda está no ar quando nos afastamos do local. O alce era velho, o corpo cansado… foi uma morte rápida. Como deve ser. Caminho alguns passos atrás dos meus irmaos . Não porque precise. Mas porque minha mente não está aqui. Ela está nela. Fecho os olhos por um segundo e sinto o fio vibrar. Helena. Ela está na sala da casa. Consigo sentir o calor da lareira, a presença calma das fadas ao redor dela… e Laura. Ela ainda está inquieta. Mesmo tentando parecer forte. Mesmo tentando organizar os pensamentos. Eu sinto cada fragmento. Cada emoção. A decepção que ainda ecoa dentro dela. A raiva. Mas também algo novo. Algo que não existia antes. Determinação. Abro os olhos novamente. Lucas está alguns metros

