Setenta e nove anos atrás... ✵ Manoel de Arimatéia Subir na embarcação não havia sido tão fácil e passar pelos tripulantes bêbados se tornou simples. Vou em direção ao cubículo que deveria chamar de quarto e abro a porta entrando em seguida. Coloco a bíblia que ainda segurava entre as mãos sobre a cama e tiro o grosso casaco dos ombros, puxando depois as três batinas que usava e revelando o serzinho que me olha assustado ao descer de meus pés. – Está seguro – falo me agachando a sua frente. – Vou preparar o seu banho, infelizmente acho que a água não será quentinha – disse com pesar. Naquela época do ano deveria ser frio, mas estávamos muito longe de minhas terras e o clima ali era outro o que possibilitava se refrescar nas águas frias sem correr o risco que ficar doente. Tirei a bat

