Capítulo 4

2117 Words
Athena Demétrius —  Apenas durma, Senhorita Demétrius.  Foram as últimas coisas que ouvi quando mergulhei num sono profundo, agora estou aqui num quarto completamente desconhecido. Sei apenas que Hugo me levou para algum lugar e desde então estive sozinha. Apertando as têmporas, pressiono os olhos para tentar lembrar com clareza o que houve ontem e então lembro que tive uma crise de ansiedade ontem e acabei desmaiando. Que p***a. Bem na frente de ninguém menos que Hugo Lennox. O homem bipolar que me protegeu ontem de manhã, me esculachou depois e a noite me defendeu novamente, me trazendo para uma casa desconhecida. Afastando a coberta, vejo que ainda estou com as roupas de ontem, e respiro aliviada, constatando que ninguém me viu de lingerie. Graças a Deus, pois eu estava usando um conjunto na cor bege sem atrativo nenhum, não que eu esperasse que Hugo me despisse mas, enfim, é vergonhoso demais. Inferno, meu corpo começou a aquecer só em imaginar a possibilidade de Hugo me despir e… Sacudi a cabeça e afastei aqueles pensamentos tão contraditórios. Eu odeio ele, certo? Sim… Forcei minha mente a repetir isso, para me convencer de que ele é impossível para mim, por ser difícil de lidar, grosseiro e protetor, lindo e forte e.... Meu corpo começou a reagir novamente ao pensar nele dessa forma, quando senti algo latejar no meio das minhas pernas, levantando da cama, fui até a porta do quarto e girei a chave, me despindo, deixei as roupas espalhadas pelo quarto e voltei até a cama, e lá, me deitei e fechei os olhos, ponderando se deveria realmente fazer o que meu corpo estava precisando na casa de um estranho e a resposta veio forte, confirmando que eu deveria sim.  Fechando os olhos, me concentrei, e puxei na minha memória a sensação de estar nos braços de Hugo, lembrei  daqueles dedos longos, tocando meu rosto, acariciando minha bochecha, e então imaginei suas mãos descendo até meu pescoço. Seus braços fortes e musculosos, pegando-me pela cintura e apertando-me contra seu corpo formado por músculos. Ele então desceu a mão pelo meu ventre, e parou no centro das minhas pernas. Arrancou a calcinha num movimento lento, vejo um sorriso safado brotando em seus lábios, aquele sorriso típico de quem vai f***r até fazer você esquecer seu próprio nome, seus olhos brilham de t***o por mim, e então sem mais demora, ele passou seu dedo pela minha entrada, constatando que estou molhada e pronta para recebê-lo e sem esperar, ele me penetra de um jeito selvagem, me fazendo apertar a mandíbula apenas sentindo seus dedos entrando fundo dentro de mim. Girando seus dedos, ele me preenche perfeitamente, me causando alucinações, fazendo meu corpo ondular de prazer, sinto meu corpo amolecer e contrair, estimulando meu ponto sensível, ele ainda deixa beijos entre minhas coxas, ele volta a tocar meu c******s vagarosamente, causando um misto de sensações que atravessaram meu corpo, seus olhos me deixam hipnotizada levando-me a um orgasmo incrível. Meu corpo convulsiona em cima da cama, deixando transbordar todo o meu desejo para fora, e deixando claro que eu desejo Hugo mais do que deveria. Em cada espasmo do meu corpo, Hugo estava em minha mente, como se realmente estivesse aqui, como se seu lugar fosse entre minhas pernas, como se eu fosse feita para ele, sentindo exatamente as sensações do toque dele pelo meu corpo. Ah merda, olha o que eu fiz. Na casa de um completo estranho.  Droga, preciso relaxar, respirar e agir como se nada tivesse acontecido. Isso mesmo. Levantei e fui em direção ao banheiro, lá no armário, encontrei toalhas, produtos para o banho e uma escova de dentes nova. Depois do meu banho, fiz minha higiene pessoal e me vesti, mas a maldita cor que está nas minhas bochechas não diminuiu, estou corada ainda, devido ao orgasmo que tive naquela cama, merda. Tudo bem, quem quer que esteja lá embaixo, poderá imaginar inúmeros motivos para eu estar corada, não é? Está tudo bem. Arrumando a cama, verifiquei se não deixei nada que pudesse me denunciar e estava tudo limpo, então deixei a cama arrumada e fui rumo a porta para destrancá-la, olhei em volta do quarto e não vi sinal das minhas coisas, então decidi sair do quarto com cuidado para ver se encontro alguém. Assim que me deparo em um corredor branco, vejo uma escadaria, e respirando fundo, tento criar coragem para descer, estou com medo do que possa encontrar, e se não era Hugo ontem, e se for Julio que me trouxe? Respirando fundo novamente, dou um passo à frente quando ouço alguém murmurar atrás de mim, muito próximo ao meu ouvido. —  Bom dia, Senhorita Demétrius. E sem querer, me assustei e dei um passo para frente, em direção a escada mas sem demora, Hugo agarrou meu pulso e me puxou para trás, com força, batendo em seu corpo, fui amparada pelo seu peito largo, seus braços envolverem minha cintura, e então ele engoliu em seco pela nossa aproximação e eu me arrepio ao sentir seu hálito quente tão perto. Me analisando bem, seus olhos vagueiam pelo meu rosto lentamente e um brilho de divertimento surge em seus olhos claros, um sorriso surge em seus lábios e olhando-o sorrir assim tão de perto, senti vontade de puxá-lo pelo pescoço e arrancar um beijo dessa boca que está sempre me provocando mas de repente ele sussurra. —  Suas bochechas estão vermelhas. Você está bem? Eu engoli em seco, e o empurrei para me afastar, ele se afastou com um sorriso travesso brincando em seus lábios, me dando a impressão de que ele sabe o que fiz naquele quarto então eu gaguejo respondendo. —  S… sim, estou bem. Eu me assustei agora. Por isso fiquei vermelha. Eu passei a língua pelos lábios que de repente ficaram secos e vejo Hugo fazer um gesto rápido com a cabeça e então começa andar em direção a escadaria. Nesse momento, relaxei, ciente que não teria como ele saber o que estava acontecendo naquele quarto. Certo? —  Ótimo. Venha. Ele mandou, sem olhar no meu rosto, e eu mostrei a língua para ele, de forma infantil enquanto descia os degraus, seguindo-o para algum lugar da casa, quando de repente ele parou abruptamente, me fazendo bater em suas costas, e então caímos da escada juntos com um baque forte no chão e para ser sincera, eu caí em cima dele, então quem sentiu a pancada foi quem amorteceu o meu corpo e nesse caso, Hugo deve estar sentindo dor, e preocupada, olhei para ele e encontrei uma expressão severa no rosto e então murmurou. —  Que droga, Athena. Você é sempre assim atrapalhada? Eu pisquei sem reação e me apoiei no chão duro para levantar mas de repente seus olhos faíscam e sua sobrancelha se arqueou em minha direção e franzindo o cenho, voltando a raciocinar com clareza, eu baixo os olhos para ver onde apoiei a mão e vejo que estava pousada indecentemente sobre sua virilha e rapidamente me afastei e levantei num pulo, Hugo sacudiu a cabeça em negação e levantou andando rapidamente, me deixando para trás e então eu o segui. —  Você que sempre fica me cercando e aparecendo de surpresa nos lugares onde estou. Rebati, enfurecida. Eu hein... Ah Deus, eu o toquei na virilha. Ele levou as mãos até os bolsos da calça, me ignorando totalmente e sentou em sua cadeira, para tomar o café da manhã, e então finalmente percebi que ele vestia um conjunto de 3 peças feitas sob medida, deixando evidente o seu grande e musculoso corpo. Seus ombros são largos, dentro da camisa social, modelado perfeitamente sobre o colete, deixando o homem extremamente sexy, me fazendo relembrar que eu fantasiei com ele enquanto me masturbava. Deus, onde fui me meter?  —  Você vai ficar parada aí? Resmungou Hugo, enquanto servia seu café, e abria o jornal, e eu sacudi a cabeça e voltei a andar, sentindo um misto de nervosismo me dominar, mas logo que me acomodei ao lado direito de Hugo, percebi que estava morrendo de fome, então me servi de suco de laranja e uma fatia de bolo. Fizemos a refeição em silêncio, Hugo não parecia desconfortável na minha presença, então procurei relaxar, e logo comecei a comer mais até peguei uma fatia do pudim que estava em cima da mesa, e quando o doce entrou em contato com a minha língua, foi impossível não fechar os olhos e soltar um gemido de satisfação, pois esse doce está divino e quando abri os olhos prestes a comer mais do meu doce, vejo que Hugo está me encarando, seus olhos brilham de um jeito perigoso, mas um perigo no qual não me faz sentir medo, na verdade, me faz sentir vontade de saber até onde iríamos…  De repente ele coça a garganta, me tirando dos meus pensamentos e fechando seu jornal e murmurou. —  Agora que você está satisfeita, podemos conversar igual dois adultos, certo? Quando ele falou isso, senti um pouco de nervosismo me dominar e então eu confirmei com um gesto de cabeça e ele continua.  —  Não sou um homem que sai jogando oportunidades por aí, Senhorita Demétrius, então quero resolver nosso impasse. Nesse momento ele está me analisando, e eu assinto e permaneço calada, acredito que ele irá me dar uma segunda chance para fazermos a fusão da empresa, e de algum modo, eu já teria que resolver isso, então o momento vai ser agora. —  Quero saber, qual o problema que você viu no contrato para nos atrapalhar tanto. Eu baixei a cabeça e depositei a taça da sobremesa, e me escorei no assento da cadeira e o encarei. —  Acredito que esteja com medo de perder a empresa, Senhor Lennox.  Ele confirmou com um gesto, e não desviou a atenção de mim e então continuei. —  Ontem meu pai deixou claro que se eu não aceitasse sua proposta, iria colocar outro Ceo através de votação. Hugo fez um gesto com a cabeça e perguntou. —  Você foi escolhida através de votação pelo próprio conselho de acionistas, não foi? Como ele faria isso novamente? Eu confirmei e juntei meus dedos acima da mesa e respondi. —  Meu pai me deixou pensar que ainda tem poder, mesmo eu possuindo todo o poder na empresa, o que me fez pensar que ele sabe de todas as merdas que estão acontecendo lá, e que estava fazendo vista grossa para isso. Se remexendo na cadeira, Hugo se afasta e encosta seus dedos no queixo e fica pensativo, nesse meio tempo, eu bebi meu suco e ele então murmura. —  Então como pensei, realmente está acontecendo algo na administração. Eu franzi a testa e murmurei em confusão. —  O que você sabe, Sr Lennox? Ele voltou a atenção para mim e murmura. —  Antes de eu aceitar fazer fusões, eu mando uma lista das informações que irei precisar, fundos, valores recebidos, valores gastos, entre outros. Mas recebi um arquivo onde indicava que o faturamento da empresa era bom, mas para alguém solicitar uma fusão, é por que a empresa está beirando a falência e… De repente, tudo fez sentido, meu pai estava nervoso nos últimos meses, e então confessou que estávamos falindo, mas eu vi os documentos que o Hugo disse, e pareciam ser verídicos. —  Eles estão desviando verbas, e emitindo notas fiscais frias. Pousei a mão na boca, preocupada. Qual é a encrenca que meu pai se meteu? —  Senhorita, Demétrius, isso que está acontecendo na sua empresa, é só a confirmação de que a empresa irá fechar mais cedo ou mais tarde. Por que não aceitam a minha oferta? Eu passei a língua pelos lábios e ponderei por alguns segundos, pois dentro de mim, a resposta já estava escolhida.  —  Meu pai ontem deixou claro que só eu respeito e admiro os 50 anos da empresa na família e… Ele confirmou num gesto, e murmurou juntando as mãos em cima da mesa e murmurou. —  Dou a minha palavra, Athena. Naquele contrato deixa claro, que qualquer problema que tiver na fusão da empresa, eu irei arcar com tudo, e até hoje, nenhuma empresa foi perdida. Naquele momento eu consegui acreditar em suas palavras, no fundo, sabia que ele iria resolver tudo, e a partir disso, passei a confiar inteiramente em Hugo Lennox. Eu estava vendo com meus próprios olhos que posso confiar em Hugo, e arrisco dizer que além de confiar, me sinto segura com ele, e isso me soa um pouco perigoso, e sinto que estou prestes a passar por experiências desafiadoras por conta dessa segurança que ele está me transmitindo. Mas seja como for, Hugo já possui o aval para erguer a empresa.
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