CAPÍTULO CINQUENTA E QUATRO

2368 Words

Fomos até a floresta. Tânio ficou aparentemente ainda mais esgotado que eu. Já entre a Alle e eu, não dava para notar qualquer diferença. Não sabíamos dizer se foram as runas do Tânio que eram melhores que as minhas e as da Alle, se era sua resistência, se era frescura ou exibicionismo, querendo dizer que o seu foi o melhor. — O que estamos procurando? — Tânio perguntou — Um grupo de árvores mais velhas — Ikiiki respondeu, nos liderando. — Existe uma poesia que nossas crianças aprendem em cirandas. Infelizmente vocês não sabem o básico que filhas e filhos de bruxas crescem sabendo, por isso tantas perguntas. — Ela virou a cabeça de lado, sem se virar. — Gostariam de ouvir a poesia? — Sim — respondemos a Alle e eu. — Dos brotos sentimos um leve afago; dos pés jovens um morno abraço; das

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