LAVÍNIA Os tiros pelo morro eram ensurdecedores. Cada estouro fazia meu coração pular dentro do peito. Fiz o que Tavão pediu e fiquei no quarto, mas a verdade é que eu não conseguia ficar parada. A ansiedade me corroía por dentro, e minhas mãos tremiam enquanto segurava o celular. Mandei uma mensagem para o Paulinho, contando o que estava acontecendo. Ele ficou preocupado e pediu pra eu ir pro banheiro, porque lá as paredes eram mais grossas e davam mais proteção. Corri pra lá, tranquei a porta e me encolhi no chão, tentando ignorar o barulho de bala zunindo do lado de fora. Meu coração apertava cada vez mais. Precisava saber se Fernanda estava bem. Ela respondeu rapidamente dizendo que estava em casa e estava bem. Mandei mensagem pra Paty e, depois de alguns minutos que pareceram

