LAVÍNIA O Hugo chegou na hora certinha, pontual igual relógio suíço. Desceu da BMW branca daquele jeitão, camisa branca justinha, calça jeans cara, tênis importado brilhando e aquele relógio de ouro que mais parecia uma algema de rico. Eu olhei e pensei: "É, moleque, cê tá pronto pra ser usado." Ele encostou no capô, abriu os braços e eu me joguei, porque eu tava pro crime mesmo. f**a-se o Tavão. O abraço do Hugo foi firme, forte, quente pra caralho... e o perfume dele? p**a merda, cheiroso demais. Ele inclinou o rosto, veio querendo pegar minha boca, mas eu desviei ligeira, deixei ele beijar meu rosto. "Calma, grandão. Hoje cê só vai ser figurante." Entramos no carro, ar-condicionado no máximo, e eu comecei a soltar tudo pra ele. — Ó, Hugo... cê tá entrando num rolê doido. O baile é

