Eu saí da casa da Rubi com o cheiro dela ainda grudado em mim e o peito estranhamente mais leve. Isso é perigoso. Homem leve demais perde a mão. Então eu fiz o que eu sempre faço: botei a cara no vento, deixei a expressão endurecer e voltei pro meu lugar por dentro. O carro desceu e subiu rua estreita, e eu fui olhando o morro como quem lê um livro que já conhece o final, só confirmando se alguém tentou mudar uma linha. O ponto que eu escolhi pra reunião era neutro, sem frescura. Lugar onde ninguém faz show sem eu permitir. Quando eu cheguei, já tinha dois dos meus na entrada, cara fechada, postura quieta. Não precisava arma aparecendo, não precisava espetáculo. Tensão de verdade não faz barulho, só ocupa espaço. Eu entrei e vi ele de cara. O fanfarrão tava lá, sentado como se fosse dono

