Edgar ainda tava perto demais. Perto o suficiente pra eu sentir a respiração dele mudar depois do beijo, o corpo ficando mais quente, mais tenso. Ele não tinha pressa, mas também não fingia que não queria. Os olhos escuros desceram devagar pelo meu rosto, meu colo, a marca clara no ombro que ele tinha acabado de beijar. — Tu sabe que isso é maldade, né? — murmurou, a voz mais baixa, mais rouca. Eu engoli seco, tentando manter a pose. — O quê? Ele deu um sorriso de canto, aquele perigoso. — Andar por aí assim... bronzeada, cheirando a sol, rindo como se não tivesse noção do efeito que tu causa. A mão dele apertou minha cintura com mais firmeza agora, sem machucar, só deixando claro que ele tava se segurando. — Edgar... — eu chamei, já rindo nervosa. — Não — ele me interrompeu, chega

