Eu acordei no meio da madrugada com o corpo pedindo nicotina e a cabeça pedindo controle. Rubi tava grudada em mim, quente, respirando devagar. Alice dormia no quarto ao lado. A casa inteira tá quieta. É o tipo de quieto que eu não confio por muito tempo. Tirei o meu braço de cima da cintura dela com cuidado, devagar, pra ela não acordar. Rubi se mexeu um pouco, mas não abriu os olhos. Só apertou a mão no lençol e volta a respirar pesado. Eu fiquei parado um segundo olhando, garantindo que ela tava bem, e sai do quarto no passo mais silencioso que eu consigo. Na varanda, o vento da noite bateu no rosto e me coloca no lugar. Eu acendo um cigarro e puxo a primeira tragada como se fosse um botão de desligar pensamento. Não desliga. Mas ajuda a organizar. Com o cigarro na mão, pego o celula

