Maria admirou o conforto da casa de Maristela. Estava começando naquele momento uma verdadeira amizade, bem acima da relação de colegas de trabalho. Maria era uma pessoa lúcida e boa ouvinte. Ao invés de descansarem, gastaram toda a tarde conversando. Fizeram confidências uma a outra. Maria contou para Maristela de seu casamento, também fracassado, mas não por motivo de violência. Apenas o ex-marido era mulherengo e vivia tendo casos na rua. Não maltratava nem a ela, nem aos filhos, mas ela havia resolvido que se ele queria levar vida de homem solteiro, devia ficar sozinho. Logo depois da separação, conheceu a companheira e começou o relacionamento. Os filhos compreendiam e até aceitavam a relação, afirmando que o importante era que a mãe fosse feliz. Maria e a companheira, evitavam

