Capitulo 18

2420 Words
— Temos que comprar um vestidinho pra você Alex. — Joshua analisou. — Você não tem roupinhas sociais e o que elas vão pensar de mim? — indagou, a observando. — Não, minha filha falsa tem que estar apresentável. — Como assim? — Noah perguntou. — Que história é essa de filha falsa? — A Anabel pensa que a Alex é filha do Josh. — Bailey apontou. — Ótimo, que bom que alguém concorda comigo. — sorriu. Joshua rolou os olhos. — Não começa Noah, ela se apaixonou pela Alex e pelo "papai" aqui. — se achou. — Se ela descobrir a verdade não vai me levar pra casinha da árvore. Então fica na sua. — Relaxa que da minha boca não sairá nada. — disse passando um zíper na boca. — Mas você vai pagar a roupinha da Alex sozinho. — ergueu a sobrancelha. — Mas que injustiça, foi graças a Alex que conseguimos essa boquinha. — ele disse, perplexo. — Pois ela é sua filhinha e você vai pagar o vestido dela se não quiser que falem que ela não tem roupas pra usar em um casamento. — piscou. — Anda, vamos limpa-la, está toda grudenta e não pode experimentar os vestidinhos sujinha assim, não é linda? — a pegou no colo. A pequena bateu palminha, sorrindo e eles foram até o banheiro. Tiraram a blusinha de Alex, Noah umedeceu uma fralda e passou pelo rostinho, pescocinho e mãos, logo ela estava limpinha outra vez. — Muito bem, agora vamos logo, eu acho que vi uma loja de roupas infantis na outra quadra quando estava vindo pra cá. — Noah disse, pegando Alex no colo outra vez. — Então vamos logo antes que feche. — Joshua coçou a nuca. Quando entraram na loja, logo uma vendedora veio atendê-los e ela era uma tremenda gostosa. — Boa tarde, em que posso ajuda-los? — se aproximou, sorrindo educadamente. — Precisamos de um vestidinho social para essa mocinha. — Josh disse e a vendedora sorriu olhando Alex. — Mas que coisa fofa! — apertou a bochechinha dela, que virou a cara. — Podem me acompanhar, eu tenho uns modelinhos muito fofos. — disse andando na frente deles. Os três se entreolharam e Noah indagou baixinho ao ver a cara do irmão e do amigo: — Nada de gracinhas com a vendedora, ela está trabalhando! Vocês parecem dois cães no cio. — bufou enquanto seguia a moça. Bailey e Beauchamp se entreolharam. — Vocês não vêm não, seus manés? — Se acalma! — os dois caminharam até ele. — Vocês tem alguma preferencia de cor? — ela perguntou, enquanto mexia nos cabides, em busca do tamanho de Alex. — O que você sugere belezinha? — Joshua perguntou, olhando para a b***a da vendedora disfarçadamente. — Bem... — ela disse com um sorrisinho de canto. — Não tem mesmo preferência? — Pior que não. — Bailey disse fazendo um biquinho e deixando sua corrente cair no chão de propósito. — Opa! — se abaixou para pegar e tentou ver a calcinha da mulher. — Tatatata! — Alex apontou reclamando.  A mulher se virou pegando Bailey no flagra tentando olhar sua calcinha. — O que está fazendo aí? — ela perguntou e ele levantou no mesmo momento. Joshua estava se segurando para não rir, a cara de Bailey estava ótima. Noah apenas negava com a cabeça, com vergonha do comportamento infantil do moreno, esse truque era super manjado. — Eu deixei cair minha corrente. — ele mostrou. — Ah sim. — ela se virou outra vez, achando muito esquisito. — A Alex te entregou seu o****o. — Joshua sussurrou, rindo baixinho. — Estou sabendo. — ele estourou uma bola de chiclete e observou Alex, que batia palminhas, satisfeita. — Traidora. — ele apenas moveu os lábios e a pequena nem ligou. — Já que ela tem os olhinhos bem claros, esse rosa bebê está lindo! — disse mostrando um vestidinho bem pequeno e com alguns babadinhos. — Olha Alex! — Noah a balançou de leve. — Você gostou desse? — perguntou e ela sorriu apontando o vestidinho. — Podemos experimentar nela? — Joshua perguntou. — É claro, fique a vontade. — ela sorriu. — Podem ir por ali, tem um trocador. — apontou. Noah assentiu e foi com Alex e o vestido, Joshua e Bailey foram atrás dele. — Escuta Noah, essa loja não é muito cheia de "não-me-toque" não? — Bailey perguntou assim que entraram no trocador. — As roupas aqui devem ser caras. — Que nada, não seja exagerado. — negou com a cabeça. — Tem razão, não vai ser eu quem vai pagar mesmo. — Bailey riu. Josh lhe deu um pedala. Noah a sentou ali e começou a tirar a roupinha que Alex usava. Em seguida pôs o vestidinho. Ela ficou uma graça com aquela roupa. — Olha que coisinha linda! — ele disse, apontando a pequena, que observava o vestido. — Você gostou Alex? — perguntou. Ela sorriu batendo palminhas, extremamente feliz. — Ficou uma gracinha. — Josh sorriu, apertando a mãozinha dela, com vontade de morder, pena que não podia. — Me deixa ver o preço. — procurou a etiqueta e logo encontrou, arregalou os olhos ao ver o absurdo. — QUINHENTOS DÓLARES? — estático. — Hã? — Noah perguntou, vendo o preço. — É, está meio salgado esse preço. — Tem ouro nesse vestido? — Josh perguntou, perplexo. — Não, mas tem uma coisinha chamada marca, é por isso que está caro assim. — Bailey explicou, dando de ombros. — Alex, vamos tirar esse vestidinho e procurar outro mais baratinho não é? — ele disse desabotoando o vestido. — AAAAAAA! — Alex gritou, começando a espernear. — O que? — ele ficou confuso. — Alex! Eu não vou dar quinhentos dólares em um vestido desses, gatinha. — falou, mas a pequena não queria saber e começou um choro dramático. — E agora? — Joshua perguntou aos outros. — E agora, vamos ter que tirar a força. — a observando enquanto chorava fazendo um biquinho. — Parece que ela gostou demais desse vestido. A vendedora apareceu e viu a criança chorando. — E então? O que aconteceu? Joshua deu um sorrisinho ao vê-la, ela era tão bonita, só perdia para Any. Droga! Lá estava ele outra vez pensando em Any. Esquece a Any, esquece! Repetia pra si mesmo, saiu de seus devaneios com a voz de Bailey. — Ela não quer sair de dentro do vestido. — Bailey explicou. — Queremos ver outros modelos e de preferencia menos caros. — Querem outros modelos? — a vendedora perguntou. Eles assentiram. — Bem, eu vou buscar uns modelos mais em conta. — ela piscou e saiu. — E agora? — Joshua disse. — Se Alex não quiser sair de dentro do vestido, o que vamos fazer? — Vamos tirar ela de dentro a força. — Bailey disse, fazendo outra bola de chiclete. — Não cara. — ele encarou a pequena, que os olhava já calma, mas ele sabia que era só alguém tentar lhe tirar o vestido que ela começaria todo o escândalo de novo. A vendedora voltou e sorriu para Alex. — Olha aqui bebê! — ela mostrou outros vestidos. — Olha o que a titia trouxe para você! Lindos, não é? Alex não deu à mínima e pôs o dedo na boca. Joshua novamente tentou abrir e a pequena voltou a gritar e chorar. — Céus! — ele disse em um suspiro. — Tudo bem, tudo bem! — suspirou vencido. — Vamos levar o bendito vestido. Feliz? — encarou a pequena, que ainda soluçava. — Vai ser esse mesmo? — ela perguntou. — Vai. — ele assentiu, dobrando as roupas de Alex. Provavelmente ela não iria mais querer usa-las. — Você vai mesmo dar quinhentos dólares nesse vestido? — Bailey perguntou, azul. — É o jeito, ou você quer fazê-la chorar mais? — pegou a pequena no colo. — Pronto Alex, você ganhou o vestido. Vamos parar de chorar não é? — saiu com ela do trocador. — O que uma criança não faz. — Bailey sorriu. — Estou de queixo caído. — Noah riu e os dois foram atrás de Beauchamp. Joshua pagou o bendito vestido no cartão de débito, afinal nem ele andava com tanto dinheiro assim nos bolsos. Alex sorria e batia palminhas, satisfeita com o novo presente. Ao chegar em casa foi outra luta para tirar o vestido dos couros da menina, ela fez tanto escândalo que tiveram que esperá-la dormir para que lhe tirassem a roupa, por fim. ¨¨¨¨ Any, Joalin e Sabina estavam jogando cartas, enquanto comiam cookies de chocolate, feitos pela cacheada. — Nossa Any, não sabia que você fazia biscoitos tão gostosos. — Joalin disse, enquanto olhava seu jogo.  Any sorriu de lado. — Any faz cada coisa gostosa Jojo. — Sabina informou. — Tem um dom culinário fora do normal.  Any negou com a cabeça, modesta. — Sério? — Joalin perguntou. — Podia me ensinar né? Não aguento mais viver só na base de congelados. — gargalhou. — O bolo de chocolate da Any é uma coisa de louco, misericórdia, nunca na minha vida comi um bolo tão delicioso. — Onde aprendeu a cozinhar Any? — No orfanato. — ela coçou o queixo de leve. — Lá a gente tinha que se virar mesmo, algumas aprendiam a bordar, outras aprendiam artesanato, eu aprendi a cozinhar. Quando fiz treze anos passei a ajudar as irmãs na cozinha. — Nossa, deve ter sido muito difícil para você. — Joalin disse, com compaixão. — É, mas eu superei. Foi mais difícil quando eu era menorzinha, ai eu fui crescendo e acordando pra vida. — sorriu de lado. — Quando Alex nasceu foi o dia mais feliz da minha vida, eu senti que não estava mais sozinha e que tinha alguém no mundo. — Entendo, e você não se desesperou quando descobriu a gravidez? — Eu fiquei um pouco chocada, não esperava ter um bebê tão cedo, chorei algumas noites, mas nada demais. Eu logo me dei conta que eu teria um filho que precisaria de mim e que me amaria muito. Por isso não me desesperei. Na verdade a minha gravidez foi linda, Alex era um bebê muito agitado e eu sentia a presença dela antes mesmo de ela nascer, com tanta bagunça que ela fazia na minha barriga. E isso já era uma companhia pra mim. — Onw! — Joalin e Sabina sorriram. — Mas e o papai? Por que você não contou pra ele? — Joalin perguntou. Any mordeu o lábio. — Eu não tive coragem, Josh estava longe, ele sequer lembrava que tinha transado comigo antes de ir embora. E também eu não queria atrapalhá-lo, ele estava todo alegre com a nova temporada do musical em que estava atuando, eu não podia atrapalhá-lo. E a culpa foi minha, ele estava bêbado e... — ela parou de falar. — Esquece. — coçou a nuca. — Ah não Any, agora você vai contar! — Sabina advertiu a encarando. — Ou melhor, conta tudo desde o começo! Eu nunca entendi essa relação de vocês e eu quero saber como se conheceram e todo o resto. — Vou concordar com a Sabina hein? — Joalin disse. — Quanto eu ganho se eu lhes contar? — ela ergueu a sobrancelha. — Cinco dólares. — Sabina disse. — Mais um pouco. — Any fez gesto com as mãos, indicando que queria mais grana. — Ora, sua aproveitadora! — Sabina grunhiu.  Any lhe mandou um beijinho. — Dez dólares e pronto. — Joalin disse, curiosa. — Eu pago cinco e a Sabina os cinco que te prometeu. — Feito. — Any sorriu estendendo a mão.  Sabina rolou os olhos e enfiou a mão nas calças, puxando uma nota que só Deus sabe onde estava enfiada.  — Argh! — ela fez uma careta de nojo ao pegar a nota. — Onde você guarda seu dinheiro? — Não é da sua conta. E nem queira saber onde estão escondidas as de cem dólares. — disse maliciosa.  Joalin riu enquanto tirava a nota de sua carteira. — Cruzes! — Any gemeu, pegando a nota de Joalin. — Hehe! Nunca ganhei dinheiro tão fácil. — se abanando com as notas. — Não vai sair tão barato, exigimos que nos conte tudo, sem esconder nenhum detalhe. — Até a parte em que Josh coloca a Alex no meu útero? — ela ergueu a sobrancelha, guardando o dinheiro no decote. — SIM! — as duas disseram. Any deu de ombros. — Pois bem. Nós nos conhecemos no prédio onde eu moro mesmo, há uns quatro anos atrás. — ela suspirou nostálgica. — Noah é irmão dele e é meu vizinho, então ele sempre vem passar as férias por lá. Eu sempre o achei lindo. É alto, forte, loiro, tem uma carinha infantil e máscula ao mesmo tempo. Eu sempre fui maluquinha por ele. Quando ele começou a dar em cima de mim eu fiquei meio em choque. Parece que ele começou a me notar do nada. Eu fiquei com medo de ele estar me zoando e sempre saia fora quando ele dava em cima de mim. — E ele estava te zoando? — Joalin perguntou roendo as unhas. — Eu posso terminar de contar? — Any sorriu. — Termina. — Joalin disse, curiosa. — Pois bem, apesar de estar morrendo de vontade de ficar com ele eu não fiquei. — ela disse e as duas deram um gemidinho, como se dissessem que ela era boboca. — Caladas! — Any pediu, colocando o indicador nos lábios. — Ele foi embora e eu senti o arrependimento me corroer até os ossos. Eu não sabia se ia vê-lo de novo e tinha deixado a chance escapar por entre os meus dedos, por pura frescura de menina i****a. — E então? — Sabina disse. — Então... — Any mordeu um coockie. — Ele voltou no ano seguinte e estava ainda mais lindo. — ela fechou os olhos. — Mas eu achava que ele não queria mais saber de mim, por que deveria estar me achando a garota mais i****a do mundo. Mero engano, dessa vez que ele ficou em cima mesmo. Às vezes ele me barrava no elevador e ficava me cantando, quando não, ia até minha casa ficar me alugando, eu não dava a mínima, mas por dentro eu faltava morrer. — as três riram. — Eu fui bem difícil, acho que fui a garota mais difícil que ele já ficou.
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