Capítulo 14

2055 Words
— E então? — Joshua apareceu e olhou para baixo. — Você é a babá? — perguntou, sem esconder sua confusão. — Eu mesma, Cassandra Denório, especialista em comportamento infantil e pré-adolescente. Aonde está a criança? — Está dormindo. — Joshua disse, dando espaço para que ela entrasse. — A senhora pode ficar à vontade. — Ora, eu não sou senhora! — rolou os olhos. — Sou uma senhorita, em busca de um novo amor. — olhou Noah, que sorriu forçadamente. Que droga.  Joshua notou o "climinha" e resolveu sacanear. — Noah também é um solteirão em busca de uma paixão. — bateu nas costas do irmão, que fez uma careta. — Olha aí... Até rimou. — Bailey, vamos logo! — Noah que queria mudar de assunto, disse ao moreno, que estava no canto. Bailey ainda olhava a cena, confuso. Nunca tinha visto uma babá anã e feia daquele tanto, imaginava que a babá fosse gostosa e estava sonhando em fazer uma suruba com a mesma quando voltassem da festa, igual aquelas putas do filme Babysitters de Luxo. Mas só de ver aquela vovó, broxava completamente. — Quero ver o bebezinho. — É a bebê, uma menina. — Joshua enfatizou. — Está no primeiro quarto à esquerda, a senhora... — ela o olhou com cara feia. — Digo, a senhorita pode ir vê-la. A pequena babá saiu rebolando uma b***a que não tinha, até o quarto de Bailey, que era onde Alex estava. — Está brincando que ela vai cuidar da Alex? — Bailey indagou. — A Alex é maior que ela. — danou-se a rir. — Não seja preconceituoso May. — Noah repreendeu aos sussurros. — Nanismo é uma doença. — Desculpa, mas que ela é feia ela é... — sussurrou. — Nem vem colocar a culpa no nanismo dela, por que tem varias anãs gostosas. — Verdade, eu já transei com uma anã. — Joshua disse também baixinho. — Só que ela não aguentou o Josh júnior e quase morre de chorar... Foi péssimo. — suspirou e os outros riram baixinho. — Não riam, eu nem gozei. — reclamou e a babá voltou. — Ah, é uma bebezinha tão linda! — ela disse, com os olhinhos brilhando. — De quem é? — É de uma amiga, ela deixou o bebê com a gente. — Bailey disse. — Agora nós precisamos ir. — Cuida bem dessa princesinha viu? — Noah disse. — Pode ir tranquilo meninão. — a anã piscou safadamente, deixando Noah com vontade de vomitar. ¨¨¨¨ Os três saíram e logo chegaram ao Deluxe. Deluxe era uma boate, uma boate bem quebrada eu diria. Na verdade parecia mais um puteiro do que uma boate. Para os homens era divertido, já as mulheres que frequentavam aquilo ali, seriam taxadas de putas pelo resto de seus dias. — Olha ali o Chad! — Noah apontou. — Vamos lá com ele! — se aproximaram do cara. — Ei seu vacilão com hemorroidas! — berrou ao ver o amigo. — Ei comedor! — disse o cara. — Demoraram, pensei que nem viriam mais. — apertando a mão de Noah e lhe dando um abraço de lado. — E aí cara! — cumprimentou Bailey. — Fala, gordo. — riu. — E você deve ser o Josh? — deduziu apertando a mão de Beauchamp. — Eu mesmo! — sorriu abertamente. — Você fez um ótimo trabalho nesse lugar. — olhando ao redor. — Ficou muito bom. — Valeu, mas eu não trabalhei sozinho, meus sócios me deram uma mão. — disse satisfeito. — Pois bem, fiquem a vontade. Qualquer coisa eu estou logo ali! — apontou um lado do bar. Os três sorriram e foram até o bar, pediram uma garrafa de tequila e olharam ao redor, observando as mulheres que dançavam no pole dance. — Cara, será que a Alex acordou? — Noah perguntou, coçando a nuca. — Eu espero que não... — Joshua olhou no relógio e Noah o encarou pensativo. — Acha que ela pode estranhar a baixinha? — Ela estranha sim... — Noah suspirou. — Pode até se assustar. — Se eu acordasse e visse uma coisa feia daquelas, até eu me assustaria. — Bailey disse, aos risos.  Noah lhe deu um pedala. — Não seja engraçadinho... — rolou os olhos. — Josh, liga para a babá. — disse ao irmão, mas Joshua pareceu não ouvir, estava muito ocupado mandando beijinhos para um grupo de loiras que estavam do outro lado. — JOSH! — berrou. Joshua arregalou os olhos, pelo susto. — Você come merda? — perguntou com o ouvido queimando. — O que foi? Para que tanto alvoroço? — Liga para a babá e pergunta como está a Alex! — disse com irritação. — Porque você não liga? — perguntou, perplexo. — Porque se eu ligar, aquela velha tarada vai ficar dando em cima de mim e me chamando de... — fez careta. — Meninão. Joshua gargalhou alto. Bailey cuspiu a bebida que estava em sua boca e riu como um louco. Noah cruzou os braços, insatisfeito. — Chega! — rolou os olhos. — Liga logo! — Vou ligar... — o loiro pegou o celular. — Calma cara. — ele discou os números e esperou chamar. — Agora é só esperar sua gatinha atender e pronto. — piscou, saindo com o celular. — Seu merda! — Noah berrou, com raiva. Tinha certeza que Josh o infernizaria com essa historia até umas horas. ¨¨¨¨ A pequena babá estava mexendo nas coisas dos rapazes, cheirando as cuecas, os perfumes, as toalhas. Não era sempre que pegava patrões tão formosos e estava em uma seca de lascar, já tinha dez anos que não afogava o ganso. — Hm, camisinhas... — ela tirou os óculos. — Que safadinhos. — o telefone tocou e ela se assustou. — Jeová! — deixou cair algumas coisas por ali. — Que susto!— pôs a mão no peito e foi atender ao telefone. — Será que é o meninão? — toda alegrinha. Pegou o aparelho e o atendeu. — Alô! — Dona Cassandra? — ele perguntou. — Eu mesma... É você meninão? — cheirando uma cueca.  Joshua prendeu a risada, não poderia rir na frente dela. — Não, o Noah está lá dentro. Eu sou Josh, liguei pra saber como está o bebê? — Ah a garotinha? — riu. — Ela está dormindo. Acha que ela acorda ainda hoje? — Eu não sei... — ele disse suspirando. — Mas olha, eu deixei a mamadeira dela pronta caso ela acorde, está na frasqueira, ao lado dela na cama. — Oh sim, não se preocupe querido! — passando a cueca em seus braços. — Eu sou uma ótima baby-sitter, não se preocupe. Sua filha ficará bem. — Não, ela não é minha filha... — explicou. — Ora, por favor, ela é a sua cara. — rolou os olhos, odiava ouvir esses caras folgados dizendo que não eram o pai, quando estava evidente a semelhança. — Agora eu preciso ir ao banheiro. Vocês tem cigarro? — Não fume perto da menina! — ele berrou. — Eu não vou fumar perto dela, ela está lá e eu cá! — disse sem paciência. — Diga logo onde está o cigarro! — Em cima da geladeira tem um maço, mas não fuma tudo, é do Bailey. — advertiu. — Pode deixar gatão. — ela disse e sorriu. — Tchau! — desligou. — Essa anã é completamente louca... — olhou o celular confuso e ouviu a música e a risada dos amigos. — Safados, já estão atacando e me deixando de fora! — caminhou até lá. Viu Noah e Bailey conversando com as loiras que ele estava flertando agora pouco. — Fura olhos. — rolou os olhos. — Oi gato! — uma das loiras foi até ele. — Estava esperando você. — ela piscou. Ele a analisou de cima a baixo, era gostosa, mas não tinha muito peito. Tudo bem, ele não iria dispensar uma mulher só por ela ser despeitada. Despeitada sabe? Sem peito. — Hm, que maravilha... — ele sorriu bebendo um gole de vodca e dando um beijo na garota. O tempo passou voando em meio a tanta bebedeira e amasso. Todos eles já estavam um tanto embriagados. — Nossa, você é um gatinho muito fogoso. — a garota que também estava bêbada, disse a Bailey, que estava todo animadinho. — E vai me dizer que não gosta? — ele ergueu a sobrancelha. — Adoro! — riu alto. — Mas sabe o que é? Nós temos mais três amigas ali... E o que acham de fazermos uma brincadeirinha hein? — ela sugeriu. — Brincadeira? — Bailey perguntou, começando a gostar da conversa. — Que tipo de brincadeira seria essa? — Do melhor tipo! — piscou. Bailey ficou todo empolgado. — Porque não divide sua oportunidade com seus amigos?  Bailey assentiu. — Ei cara! — cutucou Joshua, que estava aos beijos com uma loira. — O que Bailey? — disse sem paciência. — A Pâmela está perguntando se vocês não querem tipo... Convidar algumas amigas dela para uma brincadeirinha. O que acham? — Brincadeirinha é? — Joshua deu um sorrisinho e um selinho na loira que estava com ele. — Ah é mesmo Pâmela. — a acompanhante de Joshua disse. — Podemos convidar elas, elas são muito legais e gostosas. — E vocês são...?— Noah perguntou. — Lésbicas? — Pâmela perguntou e ele assentiu. As três gargalharam. — Depende, se vocês quiserem que nós sejamos lésbicas, nós somos. — E então? — Penélope, a outra loira, perguntou. — Podemos contar para as nossas amigas? — Mas é claro. Nós vamos para o motel é? — Noah pigarreou. — Que nada, aqui nos fundos tem um quarto bem equipado! Nós vamos esperar vocês lá! — piscou. — Vamos gatinhas? — Não demorem gatos! — Penélope disse e saiu rebolando.  Os três ficaram babando. — Conseguimos cara! Vamos t*****r com seis mulheres gostosas! — Bailey comemorou tomando sua caipiroska em um gole. — Camisinhas cara! — Noah disse com alvoroço. — Onde estão as malditas camisinhas? — No calhambeque! — Bailey disse. Noah bufou. — Dá pra parar de chamar meu carro de calhambeque? — reclamou. — Fiquem aí que eu já volto! Não vão sem mim viu? — Noah saiu apressado e cambaleando devido a embriaguez. — O que foi cara? — Bailey encarou Beauchamp, que estava pensativo. — Não é nada... — ele fez uma caretinha. — Está tudo bem. — deu um sorrisinho avoado, típico de quem está bêbado. — Eu só estou quieto. Alguns minutos depois Noah volta, com uma cartela de camisinhas. — Vamos logo comer essas putas que eu estou que não me aguento! — disse rindo alto. — Irrú! — Bailey gritou, e correu. Ao chegarem ao quarto, já estavam as garotas e mais três outras, que estavam sentadas na cama e completamente peladas, cobertas apenas pelos lençóis. — Nos demos bem! — Joshua disse cambaleando. — E então gatinhos? — uma das garotas que estava na cama disse. — Vão ficar só olhando? Vem aqui loirinho... — piscou para Joshua. Ele sorriu abertamente, era uma n****a dos p****s siliconados, gostosa para um c*****o. — Me dei bem, mesmo! — ele enfatizou e foi até a morena, que o chamava com o dedinho. — E vocês dois, não querem vir brincar também? Vamos nos divertir príncipes. Bailey e Noah não contaram nem até três para irem se amassar com as vadias. — Ei vocês, venham para a festinha também! — Noah indagou enquanto uma das mulheres beijava seu pescoço. — Já é. — Penélope disse indo em direção da cama acompanhada das amigas. — Me diz gata, como é o seu nome hein? — Joshua perguntou a n***a linda, enquanto a mesma lhe acariciava o peitoral. — Hm, quer saber o verdadeiro ou o falso? — ela perguntou sedutora. — Verdadeiro ou falso é? — ele riu, bêbado. — Mania que as mulheres tem de usar vários nomes. — rolou os olhos. — Vai gatinha, me diz seu nominho falso. — ele piscou, apertando os p****s dela. — Stela. — respondeu. — E agora me diz o verdadeiro. — disse não dando a mínima importância pra essas frescuras de nomes duplos. — Jamal.  Ele sorriu abertamente, em seguida parou de sorrir, pensativo.
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