>> Gregório - Grego >>
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Sempre fui um cara bem organizado. Eu gosto das minhas coisas tudo em ordem e sou o tipo de cara que arruma aquilo que bagunça. Levo isso para as coisas de casa e também para a vida. Sempre fui assim.
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Ao contrário da rata da Thaís que tem 24 anos na cara e não lava a droga de um prato sujo na pia. Muito menos sabe organizar os assuntos da própria vida.
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Duas pessoas adultas morando na mesma casa e eu tive que gastar dinheiro com a p***a de uma faxineira senão minha casa viraria a droga de um chiqueiro.
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Tive que ter uma conversa séria com ela antes de vir pra boca e isso me deixou puto pra c*****o. Garota mimada da p***a.
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— Tem que colocar mais gente na entrada, a polícia subiu a penha e não vai demorar para esses filhos da p**a tentarem subir aqui também — Falcão falou sério enquanto acendia um cigarro de maconha e dava uma tragada — Eles fizeram um estrago do c*****o lá.
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— Tô ligado, mas a gestão de lá nem se compara com a nossa. — Me inclinei para frente, coloquei o cotovelo no joelho e juntei a mão em frente ao corpo — Eles não sobem aqui, não. Pode ficar sussa. Mas mesmo assim vou falar com o Coruja sobre isso.
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O chefe do complexo sempre tá com o r**o cheio de cocaína ou com o p*u metido em algum buraco. Na maioria das vezes, ele tá com os dois. O cara só vive nas alturas. Chapadão mesmo. Ele já perdeu muita coisa comigo por causa dessas paradas.
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Tá no comando é bom, é gostoso, a gente tem regalias pra caramba, manda da forma que quiser e não tem ninguém para se meter. Mas esse lance de tá indisponível na maior parte do tempo é vacilo. O cara tem sorte de não ter ido para o privado por causa disso.
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— Fiquei sabendo que a mina que ele pega tá buchada… — Comentou como se não fosse nada demais e eu continuei na minha enquanto preparava meu fino. Meu ombro estava doendo para um c*****o. — O cara tá mó feliz ,se uma p***a dessas acontece comigo eu acho que pulo da ponte..
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— Ter filho não é o fim do mundo não, pô. Deixe de frescura. — Falei enquanto gesticulava com a mão. Deve ser daora ter uma mini pessoa que saiu do seu saco andando pela casa — E do jeito que tu é coelho, não vai demorar muito para você ser o próximo.
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— Cê tá doido. Filho é responsa pra vida toda, engravidar qualquer uma dessas vagabundas que eu pego na rua seria minha decadência. — Comentou com uma careta e eu dei risada negando com a cabeça. — Teu ombro tá melhor? Tô sabendo que tu ainda não chamou o médico.
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Ele perguntou, apontando o queixo para o ombro enfaixado e eu encarei o curativo por um segundo, me lembrando da minha chata pra c*****o que cuidava dele há algumas horas. Voltei a encarar o magrelo feio e tatuado em minha frente e afirmei com a cabeça.
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— Minha enfermeira tá folgando — Ele me olhou com a testa franzida enquanto eu me levantava e colocava o fuzil nas costas. — Chamar um médico agora é nenhuma.
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Aprendi da pior maneira que não posso manter minha irmã sob meu controle. Que se eu quero ela feliz, tenho que confiar na criação que dei e deixar a mina livre para viver, tomar suas próprias decisões e esperar quebrar a cara. Porque ela só sabe fazer merda.
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Então, desde que ela não apareça grávida de um p*u no cu e nem pegue os meus amigos. Eu tô de boa com a forma que ela escolheu seguir sua vida. Olhei para a Thaís com uma careta assim que a mesma começou a descer as escadas com um short quase todo enfiado na b***a e uma blusa que mais parecia sutiã.
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Seu cabelo ondulado estava amarrado para trás que nem o r**o de uma égua e na sua cara tinha um reboque que deixou seu rosto quase irreconhecível. Só assim pra essa praga ficar bonita.
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— Tava faltando grana pro resto da roupa? Falava que eu doava, pô. A ideia é ajudar os necessitados. — Alfinetei a mesma que me deu língua e eu retribui com o mesmo gesto. Não dá pra ser maduro perto dela.
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— Você deixou a Naya traumatizada! — Resmungou com uma careta e eu franzi a testa — Perguntei se ela queria vir pro jogo e ela me mandou a foto do remédio controlado que era pra eu tomar.
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Me senti na obrigação de rir.
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Fazer isso é bem a cara daquela tapada.
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— A quebrada tá cheia de mina menos chata com ela. Dá uma chance, pô. — Falei enquanto pegava meu celular e minha carteira. Thaís colocou uma expressão de desgosto no rosto.
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— Não quero amizades que já chegam em mim na intenção de sentar para o meu irmão — Falou como se fosse o óbvio e colocou o celular que custou o olho da cara no bolso — Naya pode ser chata as vezes, mas eu garanto que nunca ficaria com você. Ela tem espargos só em ouvir a palavra bandido.
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— Isso é o que você pensa. Não dou dois meses pra ela tá pelada na minha cama implorando pelo segundo round. — Implorei e a mesma gargalhou como se eu tivesse contado uma piada.
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Que p***a é essa?
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— Qual é, grego. Desencana. Tá?! Ela é muito areia para o seu caminhãozinho.— Minha irmã bate no meu ombro como se estivesse me consolando e depois vai abanando seu r**o para a primeira lojinha de lanches que encontra.
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“Muita areia pro meu caminhãozinho, até aparece”
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Me sentei na arquibancada assim que cheguei na quadra, meu ombro tá ardendo pra um c*****o. Tenho certeza que a p***a daquela mulher fez alguma coisa errada.
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— Oi gatinho… — Evelyn senta no meu colo, apoiando seu braço no meu ombro fudido e eu faço uma expressão de dor na mesma hora — aí, desculpa.
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— p***a de desculpa, presta atenção ao que faz, c*****o! — Falei irritado enquanto fazia essa se levantar e levava a mão no ombro. — Que que tu quer?
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— R$100,00. Preciso fazer a manutenção das minhas unhas. — Ela fala como se não fosse nada demais e eu respiro fundo, pegando a carteira do bolso e logo depois uma nota de cem. Estendo para ela mas recolhi um pouco antes dela pegar.
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— Quero você na boca pra pagar depois. Não sou teu pai pra ficar lhe dando dinheiro de graça não, tá ouvindo né sua cachorra? — Perguntei sério para a mesma que abriu um sorriso largo e se sentou no meu colo, dessa vez com cuidado.
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— Pode deixar que eu vou fazer valer a pena, tá? — Ela passou a mão no meu peitoral e colocou a boca no meu ouvido — Vou chupar seu p*u de um jeito bem gostoso.
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O homem dentro da minha calça dá até uma sacudida depois dessa. Entrego o dinheiro para ela e ela tenta me dar um selinho, mas eu me afasto. Ela pega a grana e se levanta. Indo direto para o salão que não ficava muito longe da quadra.
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Conheço Evelyn a mó conta e desde sempre ela é o que é. Antes de se tornar minha amante fixa, ela ficava pelo morro pagando boquete por vinte reais para bancar seus luxos.
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Fico com ela há um tempo porque ela é fácil, tá sempre disponível, faz o que eu mando e se vim com essa palhaçada de cobrança é só ameaçar cortar a grana que ela para na hora. Fico com ela e com quem eu quiser. Não curto essas paradas de relacionamento.
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A única mulher que não é substituível pra mim é a Thaís e tá pra nascer r**o de saia que vai mudar isso. Fico mais um tempo na arquibancada aguardando o jogo começar e me levanto para jogar assim que os crias começam a dividir os time.