Caminhei nervosamente pela loja de instrumentos hospitalares, estetoscópios e luvas se tornando meu pesadelo diante do que estava por vir. O que eu tinha feito? Liguei para o meu professor, aquele que estava me causando tantos problemas, e acabei marcando uma espécie de encontro aleatório com o pior pretexto possível. No que estava pensando? Ainda podia ir embora. Daria tudo certo se eu fingisse que o ônibus quebrou ou que surgiu um imprevisto. Se alguém nos visse, seria o fim. Em poucos dias as aulas voltariam e eu estaria arruinada, difamada pelo meu descuido. Virei um corredor, aflita. Alguém tinha que me dizer com mais clareza que meu professor era inalcançável, assim talvez eu começasse a tomar mais cuidado. — Por que está olhando tão fixamente essas seringas? Sobressaltada, olhe

