Um caminhão tinha passado por cima do meu corpo quando acordei para mais um dia de aula. Horas perdidas na tentativa de estudar me inspiravam frustração toda vez que eu pensava em Dante. Em algum momento, deixei-o entrar. Os beijos ficavam mais fáceis, os dias juntos mais frequentes. Estava me perdendo nele, apegando-me tanto que já me parecia absurda a ideia de desistir. Foi a primeira vez que alguém de fora soube de nós. Se eu tivesse me deixado pensar sobre como seria quando uma só pessoa descobrisse, teria teorizado caos facilmente. Eu não teria a quem recorrer se a faculdade não desse certo, ninguém para me ajudar. Não saberia lidar com meus futuros colegas de profissão — atuais colegas de curso — possuindo uma visão deturpada de mim. Tudo o que Sabrina disse me deixou mais leve,

