Ainda no escritório, depois que Beatrice saiu, o silêncio permaneceu pesado no ar. A mãe dela entrou devagar, fechando a porta atrás de si. — Meu amor… podemos conversar? O homem que minutos antes gritava e impunha sua autoridade virou-se para ela com uma serenidade que parecia pertencer a outra pessoa. — Claro — respondeu, calmo demais.. A mãe de Beatrice aproximou-se e acariciou o rosto dele. Havia amor ali, mas também havia preocupação. — Você sabe que te apoio em tudo. — começou ela, a voz baixa, porém firme. — Mas deixar nossa filha se casar com ele? É uma loucura. Ele vai matá-la. Você sabe que nem todos são como você, na verdade, nenhum é como você. Não quero minha filha machucada. Na máfia, eram raros os casos em que as esposas não eram brutalmente agredidas ou violentadas

