Quando Beatrice entrou no quarto, Siena já estava lá. Sentada na cama. Esperando. Com o olhar curioso demais para quem fingia não se importar. — O que você está fazendo aqui? — Te esperando. Como foi? — O mesmo de sempre. Ele achando que manda. — E?… — Ele querendo me controlar. — E?… — E ele me deu um celular pra falar direto com ele. Siena levantou imediatamente e pegou o aparelho da mão dela. — Nossa… ele te deu isso? Papai vai ficar furioso! O pai e a mãe nunca permitiram que elas tivessem qualquer tipo de tecnologia. Ainda eram novas. Não podiam correr o risco de falar demais sobre a máfia. As aulas eram em casa. As amizades, todas filhos e filhas de pessoas envolvidas. Aquele era o mundo delas. Fechado. Controlado. — Papai não vai ficar nada — respondeu Beatrice. — P

