Halina estranhou o comportamento de Georgiy naquela manhã, ele não costumava se comunicar bem com ela, mas especialmente naquele dia ele não disse uma só palavra, e a olhava como se ele soubesse de alguma coisa que ela não sabia, ficou confusa mas não quis perguntar, talvez ele não quisesse compartilhar o que quer que soubesse com ela, já que não lhe direcionou uma só palavra, ela também não falaria nada.
Preferiu ir cuidar da sua cozinha que era melhor, não era como se ela pudesse controlar o pensamento alheio.
Georgiy estava na sede com Nikolai, já estava ficando maluco e não tirava Halina da cabeça não importa o que estivesse fazendo, enlouqueceria a qualquer momento por culpa daquela mulher, seu desejo por ela era incontrolável.
--- Algum problema Georgiy?
--- Sim, Nikolai estou com um problema gigantesco, dessa vez não sei como resolver.
Ele suspirou em frustração, estava amarrado em Halina, e o nó era firme, não saberia nunca como desamarrar, a não ser que ela o fizesse.
--- Eu sabia que isso aconteceria, ela tinha um ar de quem foderia com você em pouco tempo, e realmente fodeu. Está parecendo um adolescente quando faz as primeiras descobertas sobre s**o.
Georgiy jogou um copo de whisky em Nikolai que aparou no ar.
Talvez até mesmo ele já sabia que ia acontecer, mas não admitiu a si mesmo, e agora não tinha mais volta, nunca esteve diante de um problema que não pudesse resolver, mas aquele problema era especial. Realmente parecia um adolescente naquele exato momento.
--- Vamos na boate hoje, preciso me distrair, é a única saída.
Mal sabia ele que não seria possível tal feito. Nikolai não quis avisar nada, ele que descobrisse depois que não poderia mais voltar atrás, o estrago tava feito.
Halina era uma mulher bonita, forte, inteligente, e apesar de tudo ainda tinha o corpo que o fazia desejar passar a língua em cada canto, não seria possível tirá-la do seu pensamento, mas sua cabeça estava sendo teimosa demais, seria um trabalho perdido.
Passou o dia de m*l humor, brigou com alguns soldados e quis m***r outro, por sorte Nikolai não permitiu, mas teria que se distrair ou ficaria louco de verdade.
Ao anoitecer chamou por Nikolai, iria a boate, talvez encontraria algum corpo que lhe despertasse o desejo, porém, tinha receio que isso pudesse não acontecer, sua cabeça e seu coração estavam em um conflito interno.
Se sentou com Nikolai em um sofá, começou a beber e observar as garotas, nenhuma era como Halina, mas decidiu escolher uma que tinha ao menos a estatura parecida, a levou a um dos quartos dali, a mulher passou a beijar o seu pescoço e tirar o seu cinto, mas ele tirou a mão dela dali.
Estava errado, não poderia esquecer Halina nem se tivesse ali todas as mulheres do mundo aos seus pés ,saiu do quarto frustado e com uma ereção forte, seus planos foram por água a baixo, e no fundo sabia que aquilo ia acontecer, esquecer Halina não era mais um opção.
Halina assistia a um filme de terror, não gostava do gênero, pois tinha medo até de um cascudo, mas era teimosa e colocou na cabeça que queria superar o seu medo, o que pareceu ter sido uma terrível má escolha quando passou a assistir.
Começava uma cena forte no filme a casa estava escura e ela agarrava o travesseiro em suas mãos como se a sua vida dependesse daquilo.
A porta se abriu de repente e ela gritou, fechou o olhos e continuou a gritar, não sabia quem era, mas o que lhe garantia que não era o monstro do filme que estava assistindo? Não que gritar até a garganta doer resolveria alguma coisa, mas pelo não morreria em silêncio, quem sabe alguém escutasse e viesse socorrer ela.
--- Abra os olhos Halina sou eu.
Georgiy segurava o braço dela, se assustou quando entrou e a viu gritar desesperadamente, quem visse diria que ela estava morrendo, e ele pensou exatamente aquilo quando a viu gritar, tinha certeza que os gritos dela foram ouvidos a quilômetros dali.
Ela passou a chorar, e ele não sabia o que realmente fez. Ficou sem saber o que fazer.
--- Halina, qual o problema.
--- Você me assustou, eu pensei que fosse o monstro do filme.
Ele quis rir da situação, que tipo de pessoa tinha medo de fazer algo e ainda assim o fazia? Halina era a única, e ainda tinha a vontade de gritar tão arduamente, ela talvez fosse de outro mundo.
--- Tudo bem Halina, não precisa assistir algo que tem medo.
Ela abriu os olhos e ele a encarou, ela estava bonita, com uma camisola preta, gostava do jeito que ela se vestia. Deixaria pra pensar no modo como ela se vestia em outro momento, atacou a boca dela em um beijo avassalador, esperou muito tempo por aquilo, não adiaria mais.
Era o beijo mais delicioso que já havia provado, apesar de que ela estava um pouco perdida ele a conduziu bem, parecia o encaixe perfeito a boca dela na sua, suas línguas dançavam muito bem uma na outra, e era um beijo delicioso.
Parou um pouco pra respirar e encostou sua testa na dela, estavam suados, queimando de desejo um pelo outro.
--- Halina, Halina, o que você fez comigo?
Ela escondeu o rosto na curva do pescoço dele, quando respirou notou um cheiro de mulher, que com certeza não era o dela, viu marcas de batom ali, m***a, não podia ser, beijou alguém que outra mulher tinha acabado de beijar, seria a única i****a da terra, tinha vontade de se esganar.
--- Não acredito que estava com alguém, e me beijou agora mesmo.
--- Não é bem assim Halina, me deixe explicar.
Ela não deixou, saiu pisando fundo para seu quarto, se achou uma i****a, abafou seu grito em um travesseiro, nunca pensou que seu primeiro beijo seria assim. Mas o que esperar? Ele era bonito, e poderia ter qualquer mulher que quisesse, não era como se ele fosse se casar com ela.
No dia seguinte Georgiy a notou de m*l humor, nem mesmo o serviu como sempre fazia, ela realmente ficou brava, mas o que explicaria? Que saiu pra uma boate em busca de s**o pra esquecer o dia que viu ela se masturbar?
Era um e******o, sabia disso, mas também não sabia como pedir desculpas a ela, nenhuma outra mulher ousou ficar brava com ele antes, mas Halina era Halina.
Saiu em busca de Andrei, ele tinha mais jeito com as mulheres e saberia ajudar ele com o problema que arranjou.
--- O mundo deve esta acabando, Georgiy aqui em minha humilde residência?
Aquela não era uma humilde residência, na verdade era tão luxuosa como a casa de Georgiy, ele estava sendo sarcástico, não costumava receber a visita dele ali.
--- Estou com problemas sérios.
--- E quais são eles?
Exitou em falar, mas precisava de ajuda ou Halina não o perdoaria.
--- Beijei Halina ontem, mas o fato que antes disso tinha ido procurar uma mulher que me fizesse tirar do pensamento um momento íntimo de Halina.
Não contaria em detalhes, respeitava a privacidade dela, apesar de parecer que não, porém seria mais invasivo ainda se contasse os detalhes a outro homem
--- Mulheres são complicadas, mas cada uma tem o seu jeito de perdoar, não tem um técnica que possa servir para todas.
--- E então o que posso fazer?
--- Depende da mulher que ela seja, compre um presente que ela goste, mas não em troca do perdão, só para fazê-la amolecer, o perdão vai ter que ser pedido em palavras claras, e com sinceridade, se não fizer isso, talvez ela nunca o perdoe.
Estava ferrado, nunca tinha pedido perdão em toda sua vida a alguém, como faria isso com Halina?
--- E como eu faria isso? Eu nunca fiz algo assim.
--- Aí que está, não vai adiantar se não disser o que sente, precisa ser sincero se quer ser perdoado, ou sofrerá muito mais, muitas mulheres não deixam algo assim de lado tão facilmente. Boa sorte meu amigo. E outra coisa, pra tudo se tem uma primeira vez na vida.
Enquanto dirigia foi pensando no que ela gostava, ela fazia tantas coisas com o sorriso no rosto que ficava difícil saber o que poderia a fazer feliz.
No fim das contas optou por comprar um kit de hidratação corporal, sempre que a via ela estava cheirosa, e era um cheiro muito bom, escolheu o que achou que combinaria com ela.
Entrou com delicadeza em casa, foi até a cozinha onde ela provavelmente estaria naquele horário, e ela realmente estava ali, foi cauteloso e paciente.
A virou em direção a ele e lhe entregou a sacola com o presente.
--- Me desculpe Halina, eu não sabia mais o que fazer...
Viu ele ficar indeciso se continuava ou não.
--- Vi você outro dia na piscina se masturbando, e ao invés de sair continuei ali e fiz o mesmo junto com você, queria tirá-la da cabeça mas não funcionou.
Naquele momento, ficou ruborizada, quase deixou a sacola cair em seus pés pelo choque, não imaginaria que ele tivesse a visto se masturbar, colocou as duas mãos no rosto, poderia olhar pro rosto dele ainda?
--- Me desculpe, eu não pude evitar de continuar lá, e não aconteceu nada entre mim e qualquer que fosse a mulher que estava comigo, nem mesmo a toquei muito menos beijei ela, eu juro.
Bom se ele estivesse falando a verdade não foi algo tão sério assim.
--- Tudo bem, eu o desculpo.
Ela o olhou e ele parecia falar a verdade, mas o que rodava em seus pensamentos era a constatação de que alguém a viu se masturbar.
--- Estou envergonhada.
--- E porque estaria Halina?
--- Você me viu naquela situação, é constrangedor.
--- Não se sinta assim, eu gostei do que vi, é linda em todas as partes. E minha vontade é colocar minha boca lá em baixo por um dia todo.
Ele deu um selinho nela e foi tomar banho, o perdão estava dado e agora era só continuar a conquistando, não sabia bem como agir, mas por ela aprenderia fácil.
Vestiu um short e camiseta, desceu as escadas para almoçar, viu ela servir o prato dele, se sentou na cadeira e a colocou em seu colo.
--- O que acha de namorar comigo?
--- Humm não sei, pode aparecer outras opções.
Ela riu, estava o provocando e ele sabia disso.
--- Cuidado Halina, se souber que há mais opções posso joga-los pra debaixo da terra.
--- Eu aceito namorar com você.
Deu um beijo nela e saboreou aquela boca maravilhosa, queria mesmo era colocar a boca em outro lugar, mas isso era conversa pra outra hora.
Depois de almoçarem ele foi pra o escritório, precisava ter uma oportunidade de ir até a casa onde morava com sua mãe, e enquanto seu avô estivesse por perto não daria certo.
A casa estava abandonada a alguns anos, mas precisava ir até lá se quisesse descobrir algo.
Soube que seu avô sairia em uma viagem na próxima semana, seria a oportunidade perfeita para ir até lá com Halina.
Foi encontrar Halina, já passava a sentir falta do corpo dela colado ao seu, encontrou ela lendo algum livro, a abraçou.
--- É bom ficar assim Halina.
Ela sorriu também adorava aquilo.
--- Quando podemos ir até a casa onde morava com sua mãe?
--- Na próxima semana Halina, vou levá-la comigo mas temos que ter cuidado.
--- Parece que ela e a minha mãe eram como irmãs, mas tenho curiosidade pra saber o que tanto elas fizeram para precisarem fugir tão arduamente.
Sentia falta da mãe, Georgiy soube disso, sabia mais que ninguém como era sentir falta de uma mãe, e não era um sentimento muito bom.
--- Talvez Alexander também saiba algo sobre elas.
--- Quem é Halina?
--- Não o conheço bem, mas foi ele que disse que eu poderia ficar aqui se soubesse cozinhar como a minha mãe, e estaria protegida.
Georgiy não sabia quem era, mas tinha certeza que o homem o conhecia bem, caso contrário não saberia que ele precisava de uma cozinheira.
--- Não confie em ninguém a partir de agora, não podemos adivinhar quando alguém pode fazer alguma coisa de r**m ou não.
Ela assentiu, sabia do perigo de confiar em alguém, a coisa que a sua mãe mais ensinou foi a não confiar em qualquer um, e realmente aquilo estava certo. Muitas vezes a pessoa a lhe dar a facada, é a que está mais perto de você, e que fingia ser alguém de confiança.
--- Eu queria saber pelo menos se ela está vivendo bem.
Deixou uma lágrima rolar, a saudade de alguém que se ama muito, doía demais.
--- Iremos lá Halina, assim que eu resolver todos esses problemas ao nosso redor, só espere tudo bem?
--- Eu vou esperar.
Achava Halina forte, apesar de nunca ter vivido realmente, tinha saído de casa com as instruções de sua mãe mesmo sem saber o que a esperava, sabia que ela não era de toda corajosa, mas ainda bem que não abaixava a cabeça em situações que envolvesse problemas.
Iria se esforçar pra acabar com tudo aquilo, mataria quem precisasse e deixaria Halina protegida, agora tinha outra pessoa a quem realmente amava, e não deixaria que a machucassem.