INO POV’S ON
Tudo o que eu queria era ser feliz, mas nem isso eu consigo... O que há de errado comigo? Por que eu sou tão burra? Estou ficando louca, minha cabeça está girando e eu estou a cada dia mais frágil e me sentindo mais só... O que eu preciso pra ser feliz?
Hoje ele vai embora... Me disse ontem que não estava não gostando dessa cidade, me disse que iria passar uns tempos morando com os pais, pensando na vida, quem sabe até se casaria ou qualquer outra coisa... Isso tem me incomodado tanto, não consigo mais pensar em nada, em nada mesmo, tudo o que se passa na minha mente são essas palavras... “Eu estou indo embora e não sei quando volto para pegar minhas coisas...” Não... Você não pode ir, porque eu... Eu...
. . . .
Sentei no sofá da sala e liguei a TV, minha cabeça ainda estava girando e eu m*l me concentrava no que estava passando na TV, mas por um instante pude ver o que era e isso me deixou pior ainda...
“Hoje faz um ano em que nos apaixonamos... Hoje faz um mês que me casei com você...
Hoje não sou mais eu que vivo, tu vives em mim meu eterno amor...”
Como uma simples frase dita em uma novela consegue mudar a vida de alguém dessa forma? Não, não Ino... Não dá, ele já deve ter ido... Mas...
Olhei para o relógio e marcava 18h15, ainda dava tempo... O vôo para São Paulo sai as 18h30...
Mas espere o que eu estou pensando, eu não posso simplesmente ir até o aeroporto e impedir que ele entre naquele avião... Mas para o amor não existe barreira... Eu vou, eu vou impedi-lo de ir embora... Meu amor...
Peguei minha bolsa e sai de casa correndo até encontrar um taxi, para minha sorte tinha um passando bem perto da minha casa. Mandei ele acelerar até o aeroporto e assim ele o fez.
Meu coração estava aflito. O que eu iria dizer ao chegar lá? Não vá embora eu amo você? Não importa, seja o que eu tenha de dizer ou fazer, eu vou impedi-lo de ir.
O taxi parou enfrente ao aeroporto e eu desci correndo, joguei uma certa quantia em dinheiro dentro do carro, nem sei ao certo quanto era.
Corri até o quadro de escalas, mas para o meu azar... O vôo para São Paulo já havia partido... Eu perdi o meu amor... Ele foi embora e não o impedi a tempo...
Caí de joelhos no chão e me pus a chorar naquele enorme salão, as pessoas passavam e me olhavam, mas ninguém me perguntava o que estava acontecendo, talvez estejam acostumadas a ver uma garota chorando com a partida de alguém, ou já tenham visto a típica cena de cinema de um casal apaixonado se beijando na fila de entrada do avião e dizendo o quanto se amam e que um não quer que o outro vá embora. Pena que essas coisas só acontecem em cinema, a vida real é isso, eu aqui sozinha, sabendo que talvez nunca mais vou ver amor da minha vida...
. . . .
Peguei outro taxi de volta para casa, estava destruída e ainda chorava.
Ao chegar parei em frente de casa, olhei para casa ao lado, a dele, estava com as luzes apagadas, aquilo me fez chorar mais ainda...
Peguei as chaves de casa para abrir a porta, mas ela já estava aberta, era só o que faltava, minha casa deve estar sendo assaltada.
Entrei lentamente e não vi ninguém por lá, tirei meus sapatos e subi até meu quarto.
Abri a porta do meu quarto e ao entrar me deparei com um monte de rosas pelo chão e pela cama, tinha uma bandeja em cima da mesa de cabeceira e as luzes estavam apagadas e o quarto era iluminado apenas pela luz que vinha da lua.
Não pude acreditar no que estava vendo, ele estava lá a minha espera, ele não havia ido embora...
- Ga-ara?
- Ino.
- Você não foi embora?
- Como eu poderia ir embora e deixar aqui a coisa mais preciosa que tenho, você?
- Eu...
- Venha, sente-se aqui.
Caminhei até a cama e me sentei bem em sua frente, ele pegou a bandeja e colocou entre nós, nela estava uma bandeja com comida dentro.
Comemos e conversamos por um tempo...
Ao fim do jantar ele pegou uma caixinha bem pequena e na cor preta, ele abriu na minha frente e dentro dela estava uma linha.
Ele amarrou a linha no meu dedo e fez um laço, no começo eu não estava entendo o que aquilo significava e nem porque ele tinha amarrado uma linha de costura no meu dedo.
Aí ele colocou uma aliança na ponta da linha e ela foi descendo e descendo até encaixar no meu dedo.
- Ino Yamanaka, você aceita ser a minha esposa até a morte nos separe?
- Nem a morte será capaz de nos separar meu amor, eu serei sua para sempre!
Começamos a nos beijar e naquele momento meu coração se sentiu bem mais calmo, eu não queria mais nada, só queria ele agora eu sabia que eu seria dele para sempre e ele seria meu.
Nosso beijo se tornou mais intenso, e eu fui me deitando sobre ele naquela cama, nessa hora a bandeja já tinha caído e nada nos impedia de estar à vontade.
Ele deslizou suas mãos em todo o meu corpo e eu já arfava de desejo por ele. Minhas roupas começaram a ser tiradas e eu comecei a tirar as dele.
Depois de um tempo nossos corpos já estavam completamente nus grudados um no outro, suas mãos estavam sobre as minhas costas e descia e subia por todo o meu corpo, naquele instante eu não queria mais nada, somente senti-lo comigo.
Ele me virou me deixando por baixo, abriu minhas pernas e eu pude senti-lo dentro de mim, com um vai e vem lento me deixando cada vez mais louca de desejo, ele se abraçou a mim nos deixando novamente grudados um no outro.
- Eu te amo minha loira.
- Eu te amo meu ruivo, nunca mais ameace se mudar.
Eu adormeci em seus braços, nunca tive uma noite mais bem dormida do que aquela, porque aquela eu passei nos braços do cara que eu mais amo no mundo, meu ruivo... Meu amor...
[...]
Hinata Pov’s On
É, o meu tempo acabou, estou aqui... sozinha. Faz uma semana que estou assim, sem ninguém, fedendo, comendo como se o mundo fosse acabar nos próximos 3 minutos, odeio admitir, mas estou encalhada. Me lembro ainda dos vários momentos felizes que já vivi com minhas amigas, mas agora elas tem namorado e eu não tenho nada, absolutamente nada.
Mas não posso passar o resto dos meus dias comendo batatinhas, até porque elas estão acabando e preciso sair para comprar mais.
Então calcei um chinelo de dedo branco, um short curto e frouxo também branco e uma regata azul bem escura, prendi o cabelo e passei até um perfuminho pra disfarçar a catinga de um dia inteiro sem banho. Peguei o dinheiro em cima da geladeira (o troco do pão) e sai deixando a porta apenas encostada.
Fui até o mercadinho da esquina com dois reais na mão e umas moedinhas (to pobre), mas estava feliz em comprar mais batatinha. No caminho ainda olhei pra casa ao lado, estava fechada, mas eu podia ouvir um barulho de música vinda lá de dentro, é, ele parece que está muito bem ao contrário de mim, que estou sozinha, sem sexo e sem dinheiro, eu vou morrer pobre, sozinha e m*l comida #OdeioMinhaVidaDeSolteirona.
Não tinha quase ninguém naquela bodega, entrei normalmente e fui procura minhas batatinhas nas prateleiras sem muita emoção escolhi uma lá e vi que o dinheiro dava pra comprar duas, então peguei duas e fui para o caixa.
Mas quando eu vi o caixa meu diafragma deu dois pulos e quatro saltos ornamentais para trás.
- Desde quando Naruto Uzumaki trabalha no mercadinho da esquina? – perguntei mais incrédula do que vendo nota de 30 reais – Levou a família a falência com prostituta barata? – eu perco o amigo, mas não perco a piada.
- Na verdade Hyuuga, eu comprei o mercadinho. – ele me respondeu fazendo aquela cara de satisfação que todo homem faz quando consegue ter algum argumento pra discutir com uma mulher, quem já teve ou tem namorado sabe disso, homem é tudo igual!
- Que chik, ta podendo hein Uzumaki. – falei com uma voz esganiçada (olha aí macho, esganiçada, to toda falante).
- Vai levar só duas batatinhas? – ele me perguntou olhando o que eu tinhas nas mãos.
- Sim. To ficando pobre, to desempregada. – comentei sugestivamente, vamos lá Uzumaki, me oferece um emprego vai!
- Estou sem ninguém aqui, aceita o emprego? – cara, eu devia trabalhar como cartomante, os números da loteria que é bom, eu não acerto.
- Não sei..- me fiz de difícil, não estou tão desesperada assim – Quando paga?
- Aí depende.
- Depende de que?
- Depende do quanto apurarmos no mês, que tal meio a meio? – ta, eu não entendi o que ele quis dizer com isso, ta me oferecendo metade dos lucros do mês só pra ficar aí sentada e atender? Ta legal, isso é pegadinha, cadê as câmeras? Ok, vocês me pegaram.
- Vai me dar metade dos lucros? – perguntei incrédula, agora a nota era de 40.
- É assim que funciona entre casais não? É igual para ambos os lados.
Casais? Eu acho que o bolo que eu comi tava estragado, eu tô tendo alucinações.
- Isso é claro se você aceitar se casar comigo.
Casar? Comigo? Com você?
E foi aí que Hinata Hyuuga quase morreu de um enfarto no pâncreas.
- Casar? Com você? Eu? – eu tava parecendo uma retardada querendo somar dois mais dois.
- Sim, você aceita?
- É pegadinha?
Nessa hora todo mundo tava olhando pra gente como se fosse um cinema e estivesse passando alguma comédia romântica muito interessante.
Mas ao invés dele responder “Claro que é pegadinha sua i****a, acha que eu casaria com uma fedida que nem você? Olha pros meus bíceps querida, esse é irmão desse!” não foi isso que ele falou.
- Claro que não é pegadinha Hinata, eu gosto de você, e se você parece de agir como se todo homem à sua volta não prestasse, ia ver que esse tempo todo eu te amei.
Eu não sabia se morria ou enfartava, tava na dúvida em como morrer.
- Eu não consigo acreditar em você. – respondi séria, porque realmente eu não conseguia.
Ele saiu de trás do caixa e caminhou na minha direção e se ajoelhou aos meus pés sorrindo sinceramente com aquele brilho nos olhos que só ele tinha.
- Hinata Hyuuga, você é a pessoa mais s*******o, maluca, borrenta, mimada, briguenta, chata e intrometida desse mundo, mas é você que meu coração escolheu amar pelo resto da vida, e se você não aceitar a p***a do meu pedido de casamento eu juro que te levo pra sítio do goleiro Bruno!
- Waaunt! Isso foi lindo, claro que eu aceito me casar com você, até porque eu não quero morrer!
Esse com certeza foi o pior pedido de casamento da história dos NaruHinas do mundo. Mas ta valendo.
(...) Quebra de Tempo (...)
E o nosso filme acabou, chegou ao fim como um dia todos sabíamos que iria chegar, o beijo final da novela aconteceu, nós sabemos que não acabou com um felizes para sempre, mas acabou, porque nada no mundo é infinito.
Mas fomos felizes, felizes da nossa maneira, o tempo passou, muita coisa aconteceu, nos casamos, todos nós casamos, todos nós fomos felizes, vocês adoraria conhecer o bebê da Temari, que é totalmente a cara do pai. Sakura está grávida, é uma menina. TenTen e Neji adotaram um cachorro e Gaara e Ino entaram com um pedido de guarda de uma criança, estão muito animados com a ideia da adoção.
E eu? Bem, eu e Naruto continuamos com o nosso mercadinho, agora já bem maior que antes, estamos bem, muito bem, e logo vamos ter o nosso primeiro filho. Bem, é isso, obrigada pelo tempo que estiveram conos, acompanhado o desenrolar dessa louca história de amor. Adeus.
“O Tempo passou, a vida mudou, mas eu continuo seu”