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1874 Words

SOPHIA NARRANDO Eu desço as escadas do prédio, o som dos meus passos ecoando nas escadas vazias. Preciso ficar ali, na frente, sem chamar muita atenção, sem deixar Frederico me ver subir. Saimon estaria atento às câmeras, e eu sei que, se me visse indo embora, ele infernizaria a minha vida de novo. Ele sempre faz isso. Sempre. Enquanto respiro fundo, observando o movimento da rua, vejo uma mulher empurrando um carrinho com um bebê, o pequeno parece ter uns seis meses. Meu olhar se fixa no rosto dele, tão sereno, tão ingênuo. Lembro-me do tempo que passei no orfanato, cuidando dos bebês. Como eu amava aqueles momentos! Eles eram tão pequenos, tão cheios de vida e alegria, e eu era a protetora, a pessoa que trazia um pouco de paz em meio ao caos que era o lugar. A saudade aperta meu peito

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