Uma verificação rápida confirmou que ela estava tão organizada quanto se poderia esperar a essa hora da noite. Claro que o cabelo dela estava um pouco desgrenhado e a saia e a camisa estavam enrugadas, mas a maquiagem estava razoavelmente intacta e ela escovou os dentes depois de um jantar tardio.
Não que ela estivesse tentando impressionar Reese Thompson.
Quando cinco minutos terminaram, ela estava jogando o saquinho de chá no lixo, e a porta giratória do hotel estava girando. Reese entrou, vestindo um terno escuro e gravata amarela clara. No bolso dele havia um lenço combinando, e sapatos pretos brilhantes saíam de calças afiadas acentuando coxas grossas e, sim, ela admitiria, uma bela b***a.
- Bem-vindo a um hotel real, Thompson. - Anny chamou da porta do bar. - Podemos falar sobre sua proposta aqui.
Ele se virou para encará-la, sua expressão registrando surpresa que desapareceu rapidamente em sua habitual fachada de liderança.
- Muito bem.
Seus passos eram seguros e fortes, seu corpo se movendo como se tivesse sido trabalhado para caminhar em direção a uma mulher. Anny esperava que Reese parecesse em casa apenas em seu hotel caiado de branco, sem personalidade. Mas ele também parecia pertencer ao calor do Saunders, com suas madeiras ricas e profundas e cadeiras em estilo de tapeçaria. A iluminação suave aqueceu sua pele e fez as manchas douradas se destacarem em seus pelos faciais.
Ele estava assustadoramente atraente esta noite, e ela decidiu culpar a observação por sua sempre presente privação de sono.
- Como é entrar em um lugar com alma Thompson? - ela perguntou quando ele a seguiu.
- Você quer dizer onde serve leite e biscoitos em vez de uísque envelhecido?
- Nós temos os dois.
- Vou tomar um uísque. - com um aceno de cabeça, ele foi para o bar.
- Desculpe. O bar está fechado. - ela não iria permitir que ele viesse aqui e mandasse nela. Ele estava no território dela.
Por enquanto, de qualquer maneira.