Fugaz ainda tinha uma carta na manga.
Foguete.
Na visão dele, Foguete era diferente. Um assassino perfeito. Silencioso, preciso, sem emoção. Se alguém ainda podia resolver aquilo, era ele. Mas agora não havia espaço para erro. Qualquer bobeira seria o fim.
Fugaz respirou fundo e refez os cálculos.
Morte estava em alerta.Perigo circulava pela área. Ir contra o Morte outra vez seria suicídio.
Então o plano mudou.
Ele começaria por Daniel.
Daniel era o elo mais fraco. Não pela coragem - mas porque ainda não tinha cruzado certas linhas. Fugaz acreditava que eliminando Daniel, quebraria o equilíbrio, enfraqueceria o Morte e retomaria o controle da situação.
Antes de agir, tentou mais uma vez falar com Cicatriz.
Ligou. Chamou. Chamou de novo.
Nada.
○ silêncio do outro lado deixou claro: não havia mais ordens, nem cobertura. Fugaz estava sozinho nessa.
Ele fechou os olhos por um segundo. Não havia alternativa.
Se esperasse, morreria. Se agisse, ainda tinha chance.
Pegou o celular e mandou o recado certo para Foguete. Curto. Direto. Sem detalhes. Era assim que trabalhos importantes começavam.Enquanto isso, Daniel a sem saber que agora era o alvo principal andava pela comunidade mas ele sabia que o fulgaz estava armado e sabia que quem tinha ma***r o bola foi o morte nesses dias o morte não levou o Daniel pra lugar nenhum ele tem saído com o perigo isso também e estranho porque na comunidade os meninos do movimento esta com medo de andar com Daniel porque seria uma afronta ao fulgaz,todos sabia que cicatriz queria Daniel morto,então ele só andava com o morte e o perigo,eu fui na casa do meu irmão queria saber dele se ele poderia comprar um ventilador pra mim o meu tinha queimado quando eu cheguei lá o Daniel estava lá não entendi o porque ele foi lá mas meu irmão disse que ele chegou lá e foi dormir, meu filho estava cansado mas não procurou a minha casa o clima na comunidade estava tenso tinha uma pressão no ar,o Foguete estava parecendo um Foguete mesmo não parava quieto rondava o dia todo pra cima e pra baixo de moto parecia quere mostrar que estava ali,o morte ninguém viu,Eu falei com o meu irmão ele ficou de ir comprar meu ventilador na hora que fosse trabalhar,voltei pra casa deixei o Daniel lá dormindo,eu iria para a festa dos jovens hoje,fui pra casa arrumei as crianças eles ficaram me perguntando do irmão eles não sabiam porque o irmão não voltava pra casa,o Mateus irmão do Daniel era bem magro,mais de um tempo pra cá ele estava engordando de mais sem ninguém ver ele comendo,eu fui no quarto pra arrumar e vir ele jogando um jogo de tiros ele atirava com tanto ódio e gritava como se aquilo fosse real,eu perguntei Mateus que jogo e esse ele disse como era o jogo, Eu disse filho esse jogo e h******l,Ele jogava de fone e eu nunca me liguei no barulho que ele ouvia aqueles tiros,parecia que ele estava sentindo prazer naquele som,eu pedir ele licença pra eu arrumar o quarto a cama dele era de madeira então eu empurrava para limpar, mas naquele dia eu levantei a cama era tanta comida embaixo da cama que eu fiquei sem entender de onde saiu, Ele estava trabalhando meio período no verdurão eu não pegava o dinheiro dele, foi com esse dinheiro que ele comprou o celular, embora jorge quisesse que ele ajudasse em casa ele ja era tão novo pra trabalhar eu que não pegaria o dinheiro dele,Ele comprava roupas pra ele,ficava super feliz com o dinheiro dele ,mas tinha um tempinho que ele não comprava roupas ele recebia por semana,foi ai que minha ficha caiu ele estava comprando comida o Mateus sempre foi muito apegado ao irmão e essa situação do Daniel estava mechendo com a estrutura de todos levei o Mateus ao médico ele me disse que o Mateus estava entrando em depressão e como ele não conseguia falar o que sentia ele comia, eu me sentia m*l pelo Mateus então eu fui conversar com ele,Ele se responsabilizava como se fosse culpa dele, expliquei pra ele todo mundo faz a sua própria escolha o irmão dele escolheu não por vaidade talvez para chamar a atenção do pai,mas ninguém imaginava que isso iria tão longe eu disse pra ele que a comida não era a resposta ele me olhava com tristeza e eu me questionavam onde foi que eu errei quando foi que eu permitir a minha casa chegar a esse ponto.