O Morte descobriu antes que fosse tarde.
Fugaz tinha armado tudo com Cicatriz,A ordem era clara: o Morte morreria primeiro Depois, Daniel.
O combinado existia por um motivo. Daniel ainda não tinha matado ninguếm. Já o Morte..para ele não havia diferença entre m***r e respirar. Era rotina.Era hábito. Era vazio.
Quando a informação chegou, o Morte não se desesperou.
Ele pensou.
Soube que Bola e Foguete tinham sido colocados na rua para executar o plano E soube também que Fugaz fazia parte da armadilha.
Naquela tarde, o Morte viu de longe: Bola descia a rua acompanhado de Fugaz Morte virou a esquina rápido, entrou na padaria como quem não queria nada, atravessou em silêncio e saiu pelos fundos. O caminho dava direto na mata - um atalho conhecido por quem cresceu ali.
Mas ao sair do outro lado, deu de cara com Bola.
Sozinho.
Fugaz tinha seguido pela frente, fechando as saídas, achando que o Morte não teria para onde correr.
Bola sorriu.
Achou que era o fim,o que ele não esperava era que o perigo estivesse esperando por ele.
Quando Bola sacou a arma, tudo aconteceu rápido demais perigo em Um disparo preciso deu um tiro namão do bola, arrancando o controle da situação. O grito ecoou antes do silêncio ele grita com dor e ódio acho que agora ele entendeu que aquele encontro seria seu fim.
O Morte caminhou até ele, sem pressa Olhou nos olhos e falou, com desprezo:
- Achou mesmo que ia me pegar desprevenido? ⁃Fugaz não vai te salvar agora ,o morte era a caçar mas virou o caçador.
O que veio depois foi definitivo. Não houve chance, não houve retorno.
Bola tinha saído para m***r. Mas foi ele quem não voltou.
Naquela rua, a ordem se inverteu.o caçador virou presa.
E o Morte deixou claro que ninguém brinca com quem já perdeu qualquer medo de morrer.
Enquanto isso, Fugaz ainda acreditava que o plano estava funcionando, Sem saber que tinha acabado de perder uma peça e que agora era ele quem estava na mira,A notícia chegou seca, sem rodeio até fulgaz
O Bola morreu.
Por um segundo, Fugaz não reagiu. o silêncio foi pesado demais para ser normal.
Depois, veio a revolta.
Ele arremessou o celular contra a parede, andando de um lado pro outro como um animal encurralado. Não era tristeza. Fugaz não lamentava ninguém. que queimava por dentro era outra coisa: o plano tinha falhado.
Bola não deveria ter morrido. Bola tinha ido para m***r. o Morte era quem precisava estar no chão
⁃ Esse desgraçado não morre nunca! - gritou, socando a mesa,Na cabeça de Fugaz, tudo começou a se misturar. A ordem de Cicatriz, a mentira que ele mesmo contou, Daniel vivo, o Morte solto na comunidade. Cada peça fora do lugar era uma ameaça direta.
E, pela primeira vez, Fugaz sentiu algo que não estava acostumado a sentir: medo.
Porque se o Morte tinha conseguido virar o jogo daquele jeito, significava que ele sabia. Sabia da armadilha.
Sabia de quem tinha armado tudo.
Fugaz tentou ligar para Cicatriz. Chamou. Chamou de novo. Nada.
o silêncio da prisão agora parecia julgamento.
A raiva virou desespero. Ele começou a andar pela comunidade espalhando versões, distorcendo os fatos, jogando a culpa para todos os lados. Dizia que Bola tinha sido pego de surpresa. Dizia que a facção rival estava avançando. Dizia qualquer coisa - desde que
ninguém desconfiar dele pra ele estava bom
Mas, por dentro, Fugaz sabia:
a morte de Bola não era só uma perda.
Era um aviso.
O Morte estava vivo.
E quando o Morte descobre uma traição, ele não esquece.
Naquela noite, Fugaz não dormiu.
Cada barulho parecia passo.
Cada sombra parecia vingança.
Porque agora ele entendia:
o jogo que tentou controlar tinha mudado de dono —
e a próxima reação podia ser contra ele.