a caçar virou caçador.

639 Words
O Morte descobriu antes que fosse tarde. Fugaz tinha armado tudo com Cicatriz,A ordem era clara: o Morte morreria primeiro Depois, Daniel. O combinado existia por um motivo. Daniel ainda não tinha matado ninguếm. Já o Morte..para ele não havia diferença entre m***r e respirar. Era rotina.Era hábito. Era vazio. Quando a informação chegou, o Morte não se desesperou. Ele pensou. Soube que Bola e Foguete tinham sido colocados na rua para executar o plano E soube também que Fugaz fazia parte da armadilha. Naquela tarde, o Morte viu de longe: Bola descia a rua acompanhado de Fugaz Morte virou a esquina rápido, entrou na padaria como quem não queria nada, atravessou em silêncio e saiu pelos fundos. O caminho dava direto na mata - um atalho conhecido por quem cresceu ali. Mas ao sair do outro lado, deu de cara com Bola. Sozinho. Fugaz tinha seguido pela frente, fechando as saídas, achando que o Morte não teria para onde correr. Bola sorriu. Achou que era o fim,o que ele não esperava era que o perigo estivesse esperando por ele. Quando Bola sacou a arma, tudo aconteceu rápido demais perigo em Um disparo preciso deu um tiro namão do bola, arrancando o controle da situação. O grito ecoou antes do silêncio ele grita com dor e ódio acho que agora ele entendeu que aquele encontro seria seu fim. O Morte caminhou até ele, sem pressa Olhou nos olhos e falou, com desprezo: - Achou mesmo que ia me pegar desprevenido? ⁃Fugaz não vai te salvar agora ,o morte era a caçar mas virou o caçador. O que veio depois foi definitivo. Não houve chance, não houve retorno. Bola tinha saído para m***r. Mas foi ele quem não voltou. Naquela rua, a ordem se inverteu.o caçador virou presa. E o Morte deixou claro que ninguém brinca com quem já perdeu qualquer medo de morrer. Enquanto isso, Fugaz ainda acreditava que o plano estava funcionando, Sem saber que tinha acabado de perder uma peça e que agora era ele quem estava na mira,A notícia chegou seca, sem rodeio até fulgaz O Bola morreu. Por um segundo, Fugaz não reagiu. o silêncio foi pesado demais para ser normal. Depois, veio a revolta. Ele arremessou o celular contra a parede, andando de um lado pro outro como um animal encurralado. Não era tristeza. Fugaz não lamentava ninguém. que queimava por dentro era outra coisa: o plano tinha falhado. Bola não deveria ter morrido. Bola tinha ido para m***r. o Morte era quem precisava estar no chão ⁃ Esse desgraçado não morre nunca! - gritou, socando a mesa,Na cabeça de Fugaz, tudo começou a se misturar. A ordem de Cicatriz, a mentira que ele mesmo contou, Daniel vivo, o Morte solto na comunidade. Cada peça fora do lugar era uma ameaça direta. E, pela primeira vez, Fugaz sentiu algo que não estava acostumado a sentir: medo. Porque se o Morte tinha conseguido virar o jogo daquele jeito, significava que ele sabia. Sabia da armadilha. Sabia de quem tinha armado tudo. Fugaz tentou ligar para Cicatriz. Chamou. Chamou de novo. Nada. o silêncio da prisão agora parecia julgamento. A raiva virou desespero. Ele começou a andar pela comunidade espalhando versões, distorcendo os fatos, jogando a culpa para todos os lados. Dizia que Bola tinha sido pego de surpresa. Dizia que a facção rival estava avançando. Dizia qualquer coisa - desde que ninguém desconfiar dele pra ele estava bom Mas, por dentro, Fugaz sabia: a morte de Bola não era só uma perda. Era um aviso. O Morte estava vivo. E quando o Morte descobre uma traição, ele não esquece. Naquela noite, Fugaz não dormiu. Cada barulho parecia passo. Cada sombra parecia vingança. Porque agora ele entendia: o jogo que tentou controlar tinha mudado de dono — e a próxima reação podia ser contra ele.
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