Na cafeteria

1049 Words

NARRAÇÃO DE BRADY A nevasca lá fora não dava trégua, mas no interior do carro o calor era outro — e não vinha só do aquecedor. Sara estava deitada ao meu lado, o cobertor sobre nós, e cada vez que eu me inclinava para beijá-la, sentia seu corpo reagir. Os beijos começaram calmos, explorando cada canto dos lábios, mas logo se tornaram mais intensos. Minhas mãos encontraram caminhos, deslizando por cima do casaco dela, contornando a cintura, subindo pelas curvas que o tecido escondia. Ela também me tocava, sem pressa, mas com uma ousadia tímida que me arrancava um sorriso contra a boca. Foi importante sentir aquela entrega, mesmo que apenas através de carinhos e beijos respeitosos. Por mais que a vontade fosse outra. Desejava arrancar sua roupa e aquecê-la de forma voraz, instintiva. Ah,

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