NARRAÇÃO DE BRADY DAWSON... O caminho de volta foi silencioso. A neve cobria a estrada como um lençol imaculado, refletindo a lua pálida. Dirigi devagar, quase sem perceber. Minha mente estava longe, ainda presa àquela casa simples que cheirava a sopa, madeira e aconchego. Lá, eu havia sentido algo que julgava morto dentro de mim: paz. Quando finalmente estacionei diante da mansão, o contraste me atingiu. O portão pesado, o jardim coberto de neve sem cor, as paredes que guardavam segredos e gritos sufocados. Tudo parecia ainda mais frio depois de ter experimentado o calor de Sara e Julie. Entrei e retirei o casaco, andando pelo corredor silencioso. O eco dos próprios passos me incomodou. Subi as escadas e parei diante de um quadro na parede: o quadro que pertencia à minha falecida esp

