NARRAÇÃO DE SARA... A tensão ainda pairava no quarto como uma sombra. O ar parecia mais pesado, e minha mãe alternava o olhar entre mim e Evelyn, inquieta. — Acho melhor ficarmos na casa da Marie... — disse, com voz carregada de apreensão. — Mãe... — levei a mão à testa, tentando controlar a irritação que ameaçava transbordar. — Não! — seus olhos se arregalaram, e ela baixou o tom, como se temesse que as paredes a ouvissem. — É perigoso demais ter amizade com esse tipo de gente. A cidade inteira conhece o nome de Dom Dawson, todos o temem. E eu ouvi, com clareza, alguém sendo torturado. Talvez até um antigo amigo. Nesse mundo obscuro é assim... — ela fez uma pausa, os lábios trêmulos, antes de sussurrar como quem confessa um pecado. — Ele matou o melhor amigo de infância. — Dona Lucy,

