NARRAÇÃO DE SARA Brady ainda segurava Julie no colo quando se aproximou da nossa mesa. Ficou em pé, imponente, diante de nós. Alto, com aquele paletó sob medida… e o olhar. Um olhar que atravessava qualquer defesa que eu tentasse manter. Meu corpo reagiu antes da razão. O sonho da noite passada queimou dentro de mim como uma lembrança indecente. — Não sabia que frequentava essa lanchonete — disse ele, com a voz grave, baixa, como se escolhesse a intensidade exata para me desestabilizar. — E eu não sabia que saía da sua torre de marfim — retruquei, com um sorrisinho, tentando disfarçar a tensão que crescia como uma tempestade no ar. Ele riu de leve. E foi pior. Porque aquele sorriso não era profissional. Era masculino. Evelyn ficou tensa ao meu lado. Senti seu corpo enrijecer, e Mar

