NARRAÇÃO DE SARA... Foi um alívio buscar minha mãe no hospital. Ela estava tão fraca que, ao sugerir que levasse Julie comigo para o trabalho, implorou para ficar com a neta. Não tive coragem de recusar. Julie estava morrendo de saudades da avó, e, pelo menos naquele dia, não invadiria o escritório do Sr. Dawson novamente. Ao chegar na mansão, um detalhe me chamou atenção. No quintal, um grande quadro queimado repousava sobre a neve, como um vestígio de algo que precisava ser apagado. Ao entrar, um arrepio percorreu meu corpo. O frio parecia mais intenso dentro do que lá fora. Esfreguei as mãos, tentando aquecer-me, quando uma silhueta surgiu no topo da escada. Era ele. Sr. Dawson estava ali, imponente, as mãos grandes apoiadas no corrimão. Seus olhos me fitaram de cima, e, pela prime

