Capítulo 113

979 Words

BRUTUS Mano, a noite tava escura, sem lua, só o barulho do morro ao longe, com funk baixo e cachorro latindo. Meu coração tava na boca, mas eu tava focado. Era o dia do assalto ao banco, o rolê brabo que ia levantar a grana pra botar o morro de volta no jogo. A queda nas vendas de droga tava me sufocando, a polícia na nossa cola, os rivais do morro do Canto zoando com nossas cargas. Não tinha outro jeito, a gente precisava dessa grana. O plano tava traçado: eu, o Pereba, o Raposa e o Piauí íamos entrar mascarados, enquanto o Zé hackeava os alarmes de fora. Pegar o cofre, vazar limpo, sem vítimas. Mas, p***a, o aviso do Juninho sobre a segurança reforçada tava martelando na minha cabeça. Eu sabia que tava entrando na boca do lobo. Chegamos no centro da cidade, num carro roubado, com p

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD