Na manhã seguinte. O vento de verão bate no meu rosto quando saio de um táxi no aeroporto. Uma grande mala prateada rola suavemente atrás de mim. Nas minhas mãos, apenas uma pequena bolsa e uma passagem para uma nova vida. Ou pelo menos para alguns dias que dedicarei a mim mesma. Faço o check-in, despacho a minha bagagem e finalmente acomodo-me na sala de espera com uma xícara de café. Os meus dedos ainda tremem um pouco. Não de medo. De ousadia. Sem um plano. Sem um roteiro. Sem ninguém ao meu lado. Apenas eu. Quando o anúncio de pouso é feito, meu coração acelera. Mas não hesito. Sigo em frente. E somente quando me acomodo na minha poltrona junto à janela e o avião começa a percorrer a pista é que a ficha cai: isso está realmente acontecendo. Isso não é um sonho. Eu estou realmente voa

