Conversando um pouco

992 Words
Me deu uns tapinhas no rosto e eu gemi como se estivesse voltando de novo. _ O que aconteceu? _ Você desmaiou de novo, levanta desse chão, você pode se resfriar. _ Me ajuda, acho que não consigo sozinho. _ Como você acha que farei isso? Você dá quase dois de mim. _ Para me bater isso não foi problema! _ Tá bom, já entendi, eu estava me defendendo, tentarei, mas me ajuda. _ Pôs um pé de cada lado, me abraçou pelo pescoço e me puxou, quase que não me controlei e puxei ela junto para o chão, mas não fiz sentei e os s***s dela estavam colados no meu rosto. Resolvi falar porque estou ficando e******o com ela tão perto. _ Liza pode me soltar agora. _ Se eu soltar e você deitar de novo, não tenho forças para te erguer. _ Posso te garantir que não deitarei, mas preciso que se afaste um pouco ou morrerei sufocado. Ela soltou meu pescoço e se afastou, mas não muito, eu fechei os olhos tentando me controlar, porque aquele corpo minúsculo está me deixando louco. Liza interpretou errado minha reação, achou que eu ia cair de novo, levou as mãos e segurou meus ombros. _ Rodrigo, olha para mim, não desmaie. Não resisti, levei a mão nas costas dela e atraí mais para perto de mim, encostei a cabeça entre seus s***s e fiquei. _ Me dá uns minutos que já me recupero. Liza ficou parada com as mãos nos meus cabelos, e eu só imaginando ela nua nessa posição e eu devorando aqueles s***s que estão sendo esmagados na minha cara. Liza se afastou um pouco e perguntou: _ Você consegue levantar? Se sente melhor? Eu, muito manhoso, coisa que eu não sabia que conseguiria fazer, disse: _ Acho que sim, eu tentarei. Ela se afastou e eu levantei, apoiei a mão no ombro dela e quase soltei uma gargalhada da situação. Liza grudada na minha cintura como se aquilo fosse suficiente para me manter em pé e eu curvado para parecer que cairei a qualquer momento. _ Vamos Rodrigo ande até a beira da cama. _ Espera, estou muito zonzo ainda. Fui bem devagar e quando cheguei na beira da cama segurei na cintura dela e me joguei, ela caiu em cima de mim, levou as mãos para apoiar no meu peito para levantar e começou a respirar diferente, eu sei o que aconteceu meu amigo está tão duro que não tem como ela não ter sentido. Olhei para ela e vi medo, pavor, resolvi falar com ela. _ Você está bem? _ Estou, não foi nada, só me assustei. Saiu de perto de mim e ficou na janela olhando para fora. _ Lisa pode falar comigo, eu te escuto. _ Não tenho nada para falar, vou te ajudar a sentar para que você possa comer, você tem remédio para dor aqui? _ Sim, no armário do banheiro do meu quarto. _ Então esta é sua casa? _ Era a casa que meu pai vivia com minha madrasta, depois que eles foram para o Brasil passei a morar com minha avó, mas sempre cuidei desta casa, porque é o único lugar que me lembrava meu pai. _ Pelo menos você ainda tem um lugar que te traz lembranças de sua família, eu não tive esta sorte. _ Você sabe o que aconteceu com a sua família? _ Eu era muito nova, só sei que minha tia me trouxe para D. Carlota e me disse que minha família tinha falecido, D. Carlota me disse que quando eu fizesse 18 anos ia me contar a história toda e ia me dar o direito a escolha, mas eu nunca entendi de que tipo de escolha ela falava. _ Quando voltarmos para a mansão, eu investigo para você. _ Você faria isso por mim? _ Claro, todo mundo tem o direito de saber suas origens. Liza trouxe a bandeja perto da cama e me deu um lanche, parou e ficou em pé. _ Senta Liza, vem comer comigo. _ Não é apropriado, eu sou uma empregada e você é o Consiglieri. _ Você é minha noiva, senta comigo agora. Falei meio ríspido porque não gostei dela submissa, prefiro ela me batendo do que se encolhendo com medo de apanhar, D. Carlota deve ter maltratado bastante minha pimentinha, mas agora isso acabou, ninguém tocará em um fio de cabelo dela nem mesmo eu só se ela quiser. _ Por favor senta aqui comigo porque se eu desmaiar a cama é alta e posso me machucar de novo. Meio arisca, mas sentou perto de mim, peguei o lanche e fiquei segurando esperando ela pegar o outro, pegou e deu uma mordida e gemeu de prazer, eu quase perdi a fome só de imaginar ela gemendo desse jeito, mas devido a outra coisa. _ Para de me olhar assim, Rodrigo, senão vou embora. _ Como estou te olhando, minha pimentinha. _ Arrumarei um apelido para você também, cada hora você me chama de um jeito. _ Esperarei meu apelido com ansiedade, mas voltando ao assunto como estou te olhando. _ Como se eu fosse a presa e você o caçador. _ Você quer ser caçada por mim? _ Não quero nada Rodrigo, achei que agora minha vida ia ficar tranquila, D. Beatrice pagou um curso para mim de babá, eu tenho até salário. _ Posso te sustentar, não precisará trabalhar. _ Você não entende, eu vivi minha vida inteira dependendo da bondade da D. Carlota, agora estava começando a achar que sou uma pessoa, e você me levou para uma prisão de novo. _ Não quero uma prisioneira, quero uma companheira. _ E você me sequestra, e acha que dará certo? _ Não falaremos disso agora, minha cabeça está doendo, acho que preciso deitar. _ Tem razão, você precisa descansar, mais tarde a gente conversa, e você vai ver que o melhor é me levar para casa.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD