A nossa conversa foi interrompida quando o time correu para me abraçar, todo animado. Enquanto os garotos me enchiam de alegria, eu fingia estar feliz por eles, mas por dentro estava em pânico total. Os garotos iam querer muito mais que beijos hoje! Eu tinha racionalizado os beijos como um “prêmio” inofensivo para motivá-los, mas chegar aos playoffs era outra história! Precisava falar com o Miguel ou dar um jeito de fazer o time perder o próximo jogo! Cada um dos garotos me abraçou com entusiasmo e depois apertou a mão de Miguel. Duane, porém, se aproximou mancando, inclinou-se e sussurrou no meu ouvido: — Você esperava que a gente perdesse, né, treinadora? Por isso não entrou no vestiário no intervalo... Corei. — N-não... é que... — gaguejei, mas Duane me interrompeu. — Bom, treinado

