Nem narrando Artur abraçou a Fabiana com força, e ela chorava demais. Eu observava a cena, sem saber o que falar, apenas encarando, tentando entender o que estava acontecendo ali. A situação era tensa, mas o que mais me impressionava era a maneira como a Fabiana estava lidando com tudo. Artur, então, falou com firmeza: — Você não pode sair do morro — disse ele, com aquele tom grave que só ele tinha. — Não sai pra baixo, onde alguém no asfalto possa te ver. Fabiana, com os olhos ainda cheios de lágrimas, olhou pra ele, e eu podia ver a dor estampada no rosto dela. Artur continuou, tentando ser mais direto: — Você tá dizendo que eu tenho que ficar só dentro dessa casa? — ela perguntou, a voz já mais calma, mas ainda cheia de incertezas. — Você pode sair com a gente, quando a gente for p

