Depois de passar nas lojas restantes. 'Apothecary', 'Madam malkin's Robes para todas as ocasiões', faltava uma última loja, as lojas das varinhas.
"Falta só a varinha" Harry falou depois de ler a lista novamente, depois de ver a maioria dos itens rabiscados com tinta de caneta para não se perderem.
"Uma varinha, é só ir no Ollivanders" Hagrid apontou para a loja logo a frente, "Não existe lugar melhor. Poderiam ir na frente e me esperam, só tenho mais uma coisinha para fazer, eu já volto" Ele virou-se desaparecendo da vista dos dois.
Harry olhou para Ervin que encolheu os ombros em resposta, eles entraram na loja 'Ollivanders Makers of Fine Wands since 382 A.C'. Harry abriu a porta fazendo o sino tocar, Ervin entrou logo em seguida.
Harry guardou os materiais enpacotados no anel se fundo de Ervin, um pouco cansado em carregar peso. Ervin está adorando o anel que seus pais biológicos deixaram, está ajudando muito.
"Alguém?" Ervin disse alto, olhando em volta pela loja vazia.
Um velho de terno vermelho britânico apareceu em uma escada deslizante assustando Harry. O homem de cabelo grisalhos igual Einstein sorriu mostrando os dentes brancos com a presença dos dois.
"Eu estava esperando a visita dos dois, Sr. Potter e Sr. Myrack" Ele disse, descendo da escada. O velho apertou os olhos para as caixas retangulares de varinhas para ler os nomes, "Parece que foi ontem que sua mãe e seu pai vieram aqui comprar as suas primeiras varinhas- Ah" Ele pegou uma caixa em uma das infinitas estantes cheia de varinhas.
Foi assim que o desastre começou durante os experimentos de seis varinhas, Harry destruiu e bagunçou muitas coisas, não é a culpa dele. Um ele fez todas as gavetas voarem espalhando as penas de dentro pela loja toda, ele explodiu um jarro de flor de vidro com água com rosas negras, colocou fogo na ponta do rabo de Quartzo, que aceitou as desculpas de Harry depois e muito mais aconteceu. Ervin está pasmo com o processo de escolher uma varinha.
Eventualmente, uma varinha finalmente escolheu Harry, uma varinha com 11 polegadas e feita do núcleo da pena de fênix. Uma luz brilhou em cima dele e um vento repentino veio do nada.
Deus? Ervin pensou olhando em volta.
"Curioso, muito curioso..." O velho, Sr.Olivaras murmurou batendo as pontas do dedos uma na outra.
"Desculpe, mas oque é curioso?" Harry perguntou, um pouco chocado ao sentir uma onda de poder passar por ele.
"Eu em lembro de cada varinha que vendia, Sr. Potter. Me acontece que a fênix, cuja a pena da cauda está na sua varinha produziu uma outra pena, só mais uma. É curioso que o senhor esteja destinado a sua varinha, pois a irmã dela lhe causou essa cicatriz" Sr. Olivaras explicou, apontando no final a cicatriz de Harry na testa.
"E de quem era a varinha?" Harry questionou lentamente, estremecendo com a explicação do idoso.
"Nós não falamos seu nome" Ele disse seriamente, antes de voltar ao assunto. "A varinha escolhe o bruxo, Sr. Potter. Nem sempre fica claro o por que, mas eu acho que está claro que podemos esperar grandes coisas do senhor..." Ele sussurrou no final, "Afinal, aquele que não se deve nomear fez grandes coisas, terríveis. Sim, grandíssimo."
Ervin engoliu a seco ao perceber que é a sua vez, Harry sentou-se no banco enquanto pensa profundamente sobre oque o Sr. Olivaras disse.
"Você me lembra muito a sua mãe, mas também muito seu pai, Sr. Myrack" Sr. Olivaras disse depois de voltar com várias caixas de varinhas.
"É mesmo?..." Ervin resmungou pegando a varinha entregue a ele. Ao balançar a varinha, invés de fazer algum desastre, explodiu na mão dele para o choque dos dois.
"Só mais uma para confirmar" O velho entregou mais uma varinha.
Ervin respirou fundo antes de balançar a varinha, mas mesmo antes de sacudir, a varinha explodiu em pedacinhos com o toque dele. "Até as varinhas me odeiam..." Ele escondeu o rosto nas mãos.
"Sim, curioso" Sr. Olivaira desapareceu no fundo do estoque, procurando por varinhas mais antigas.
"Calma, irmão" Harry disse confortando Ervin, "Vai encontrar a sua em breve."
"Como tem certeza? Ervin choramingou, "As varinhas simplesmente explodiram na minha mão como se fossem nada" Uma varinha próxima explodiu fazendo os dois pularem assustados.
"Que tal nos afastarmos?" Harry propôs com o suor caindo.
"Gostei da ideia" Ervin se afastou rapidamente, ficando longe de todas as varinhas possíveis.
Ouviram alguns estrondos vindo do estoque, o velho voltou coberto de fuligem e tossindo fumaça preta. Ele segura uma caixa grande feita de madeira e rodeado com cadeados mágicos, a caixa de madeira está literalmente viva, está se debatendo muito.
"Tente esse e abra com cuidado" Sr. Olivaras deu a caixa a Ervin rapidamente sem ele perceber e se afastou sem outras palavras.
Ervin encarou a caixa em posse, ficou um pouco aliviado da coisa dentro parar debater, porém ficou os chocalhos ficaram mais frenéticos, exigindo que algo de dentro da caixa saia. Ele agarrou as correntes e as arrancou, destruindo-as com sucesso, Ervin quebrou o cadeado com força e abriu a caixa. Não é uma varinha, é um cajado.
O cabo feito de madeira cinza refinada sem nenhum tipo de arranhão, o meio revestido de couro de dragão escuro com camadas como se fosse um tubo, nas pontas do revestimentos está decorado com ouro como se fosse uma decoração de espada e as pontas do cabo com as mesmas decorações douradas mais com mais detalhes parecidos com aqueles cajados de RPG um pouco exagerados. Na parte superior, na ponta do cabo tem um cristal roxo com degrade vermelho e amassados feitos com cuidado ou não, está flutuando sem saber obedecer as leis da gravidade. Uma lâmina rodopiante protege o cristal, a cada meia voltada tem uma parte afiada e no final da lâmina prateada e polida é mais afiada ainda, prometendo que pode perfurar qualquer coisa.
Depois de abrir a caixa, o cajado com lâmina parou de se debater para o alivio das pessoas que estão na sala. Ervin pegou gentilmente o cajado na parte de tecido macio de pele de dragão marrom, o comprimento do bastão chega até o ombro dele enquanto o cristal e a lamina rodopiante com ponta afiada cobre a cabeça dele.
Uma borboleta mágica azul escuro saiu da ponta do cristal, voou ao redor da sala consertando tudo que está fora do lugar e bagunçado, consertou as varinhas quebradas e limpou Sr. Olivaras.
"Uau..." Ervin assoviou surpreso, o olhar impressionado no cajado.
"Impressionante e muito curioso..." Um sorriso apareceu nos lábios do idoso, feliz pelas coisas estarem em seus devidos lugares. "Está é a única varinha que eu mesmo não fiz, ela é feito de matérias desconhecidos que ninguém conhece, só criador dela sabe, dizem que o criador, é um homem sombrio que serviu aos Myrack a séculos."
"Você quer dizer...?" Ervin arregalou os olhos.
"Sim, seu pai usou esse cajado. Os seus ancestrais pensavam que as varinhas eram inúteis além de lançar feitiços, então pensaram em algo revolucionário que só está presente da linhagem Myrack. O cajado, o item pode estar equipado com laminas e armas, até um martelo poderoso por ser considerado uma varinha" Sr. Olivaras explicou deixando Harry e Ervin escutando com admiração.
Ouve uma batida na janela chamando atenção de Ervin e Harry. Hagrid estava parado lá fora com duas gaiolas de coruja, uma continha uma coruja das neves com pontinhas pretas nas asas e na outra havia uma coruja maior e escura como o breu, a cauda longa parecida uma cauda de sereia feita de penas negras, e os olhos brancos brilhantes.
O Harry soltou um suspiro excitado ao ver a coruja. Os dois irmãos saíram da loja depois de pagar as varinhas.
"Hagrid, os dois são lindos!" Harry exclamou com os olhos brilhando, ele acariciando a coruja de penas brancas.
"O que é esse?" Ervin perguntou dando carinho na cabeça da coruja negra, que pia alegremente com o afeto de amor.
"É uma coruja muito rara, chamada de coruja obsidiana" Hagrid respondeu lendo um papel preso na goiola, "Tive sorte por encontra-la na loja, esse aí estava causando muitos problemas e ninguém queria comprar."
"Vou nomeá-lo de Obiz" Um grande sorriso apareceu nas feições de Ervin, "Não se preocupe, Quartzo, você não foi esquecida" Ele tranquilizou a fêmea ciumenta em cima da sua cabeça.
Com as compras finalizadas, os três voltaram para o 'O Caldeirão Furado' para dormir e jantar. Mas antes de irem dormir, eles estão na bar comendo algo.
"Você está bem, Harry?" Hagrid perguntou preocupado, "Está muito quieto."
Harry nem comeu direto, deu duas mordidas na comida e ficou brincando com a sopa. "Ele matou meus pais não foi? Aquele que me fez isso" Harry falou deixando Hagrid desconfortável e Ervin abaixar a colher lentamente. "Você sabe, Hagrid" Ele continuou com o silêncio do homem gigante, "Eu sei que sabe."
Hagrid empurrou a sopa para longe e virou-se para o Potter. "Primeiro, entenda isso Harry, porque é muito importante, você também, Ervin" Ervin assentiu prestando atenção. "Nem todo bruxo é bom, alguns seres ficam maus, um bruxo ficou tão mal que possa ficar. O nome dele era Vol-.....O nome dele era..." Ele está tendo dificuldade em pronunciar o nome do bruxo ou o nome é realmente proibido entre os bruxos.
"Por que você não escreve?" Ervin sugeriu pegando papel e pena.
"Não, eu não sei como se escreve" Hagrid negou balançando a cabeça, isso explica os erros ortográficos no bolo de Harry. "Está bem... Voldemort" Ele falou o mais baixo possível para ninguém escutar além deles.
"Voldemort?"
"Shhh!" Hagrid silenciou Harry. Ervin olhou em volta se alguém escutou, felizmente ninguém escutou.
"Foram dias difíceis, muito difíceis" Hagrid murmurou tristemente, "Voldemort começou a reunir seguidores e os levou para o lado das Trevas, quem entrasse em seu caminho acabava morto. Seus pais lutaram contra ele, ninguém sobrevivia se ele decidia matar, ninguém, exceto vocês dois."
Ervin gemeu de dor segurando a cabeça chamando atenção dos dois.
"Ervin!"
"Ervin....."
Ervin Myrack de 4 anos está na frente do Harry bebê protetoramente, o sujeito encapuzado aproximando-se dos dois.
"Afaste-se!" Ervin rosnou, os olhos índigos neon com pupilas em fendas olhando com um brilho perigoso no homem sem nariz.
"Criança corajosa, imagino" O desconhecido riu desagradavelmente alto, "Você será um bom servo nas minhas fileiras" Ele apontou a varinha no Ervin.
Ervin mostrou os dentes afiados surpreendendo o homem, ele pulou em cima do homem o pegando desprevenido, arranhando a pele pálida com as unhas afiadas como adagas.
"Avada Kedavra!"
Um luz cegou a visão de Ervin, ele chorou com a dor insuportável e ardência no olho esquerdo e no coração. Atingiu a parede com força perdendo lentamente a consciência.
"Impossível!" O homem sem nariz e pele pálida agarrou o rosto de Ervin com força, "Ninguém sobrevive ao feitiço, só se-" Ele olhou em volta do corpo pequeno machucado da criança, procurando sinais que confirmam seus pensamentos. "Um meio dragão e ainda puro sangue, fascinante!" Os dedos ásperos passaram lentamente nas escamas roxas com camada de luz dourada de Ervin, que estremeceu com o toque frio.
"Você será um ótimo servo ao meu lado.... Não....você será meu...."
Antes de perde a consciência, Ervin sentiu uma queimação no pulso esquerdo e percorrer o corpo todo. Foi um calor quente e estranhamente reconfortante.